Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

31 de jul de 2009

SONETO DE UMA PAIXÃO


No auge dessa paixão
Perdi os freios do meu caminhar
oferendei emoções em exaustão
Sob o aparato de um céu estrelar

Me fartei nas delícias
Que só a paixão explica
Bailei no redemoinho de suas carícias
Explodi prazerosa de gozo que fica

Amanheci em plenitude
Recordando a noite que passou
Acreditei na vida com mais intensidade

Você é minha verdade
Afungentei meus fantasmas , nada restou
Em meu corpo , alguém ficou .



Ana Maria Marques

30 de jul de 2009

Sentiu ?...

Será que ela poderia chama-lo amigo quando trêmula sente o que disse...e na resposta tão mornamente dita...embuída na pergunta que ele fêz...uma sombra de Shakeaspeare reaparece na janela....e ela? e ela?...
Na aflição da coisa dita e sentida se aprofunda na garganta desta vida...e foge como pássaro assustado...e ele? e ele? como será que sentiu tamanho abalo,será que acredita nesta dita que na noite passada havia penetrado...De uma forma encantadora e magistral nas rimas apenas dos poemas sem sequer perto do tato...nem do sensual dilema de escrever coisas calientes...eram apenas os textos a serem avaliados...deglutidos...salivados...lambidos e beijados!
Profundamante entregues entre linhas nada breves...que se abraçavam no impacto de confundirem as letras...quando nem um nem outro sabiam de fato, como poderia ser assim tão bem rimado...um poema que se mostra apaixonado.

Márcia Poesia de Sá

28 de jul de 2009

QUANDO O SERTÃO VIRAR MAR


Terra batida

Solo seco e rachado

O sertanejo vive ameaçado


Em oração :

Dos olhos , caem lágrimas

De um viver sem gratidão


Desse lacrimar :

um mar de promessa desde Antônio Conselheiro

"O sertão vai virar mar"


Navega sua sobrevivência

Povo forte !

Do suor de seu corpo

Abre-se na flor do mandacaru

Espelhando um viver ,

para sonhar....





Ana Maria Marques

26 de jul de 2009

Eu


Eu , nasci Ana

Sou cheia de graça

Gosto da vida , animais , sou bacana

Às vezes sou um pouco criança


O tempo não me assusta

Meu viver se banha na intuição

Não tenho medo da labuta

Realizo meu trabalho com emoção


Nada me abala , tenho fé e segurança

Gosto de mar , natureza ,uma boa amizade

Meu defeito é prescrever desconfiança


Só o amor me leva a loucura de verdade

Meu coração tem raízes de cumplicidade

Tão frágil e sensível , pareço uma criança




Ana Maria Marques

24 de jul de 2009

APENAS VOCÊ


Embarquei num trem

Sem destino.

Com um bilhete em branco

De Aconchego



No percurso...



Senti no seu corpo

O tremor ..do primeiro momento

O contato pele a pele ,

Outrora não sentido .



Ébria de carinho e entrega ,

Compreendi que o premeditado

Não é autêntico :

No improviso , segui em emoções.



Bebi a essência

Do seu ser

Em um frasco de fragrância

Da prática gostosa ,

De amar...

Apenas você !





Ana Maria Marques

22 de jul de 2009

BELAS FLORES EM JARDIM DE PRATA


Meio a brisa que afaga a noite ,

Olho um céu com lua de prata ,

Sinto um perfumar ,

Do meu jardim em flor


Sinto-me envolvida nessa serenata


Entre flores e claridade

Vem pensamentos de amorosidade


Uma imagem ,surge adormecida

Em meio às lembranças :Você !

Milagre da minha poesia ..contida .







Ana Maria Marques












21 de jul de 2009


Te procuro...

Fecho os olhos para te ver
e pincelo na vida um pouco de verde
nada de cinza que sinto ao ver-te
E te sinto o perfume na pele
Ando lentamente em meus sonhos
e decoro a cama com flores
cama de tantos desamores
pétalas já secas voarão
Roubo um sorriso da minha noite
e te entrego de manhã...
Falo com os pássaros revoltos
tanjo eles de teus sonhos
Te procuro nas estrelas deste céu
e nas folhas das matas, nas telas em branco
E aguardo sentada na varanda deste momento
observando a chuva que passa lentamente
fazendo brilhar nossas peles com gotas transparentes
e fazendo corredeira na minha memória e em meu jardim
Escuto teu sorriso maroto em meio a chuva e sorriu também enfim.

Márcia Poesia de Sá

19 de jul de 2009

RECOMEÇAR SEM NOTA INDEVIDA







Hoje ,

É tempo de recomeçar ,vamos tirar a máscara

Da hipocrisia e tentar ser , eu e você

Sem confetes e serpentinas ,




Preciso tocar você , numa sinfonia

Em alma

Como se fosse uma flauta que irradia

Todo meu ser em melodia




Nesse meu recomeço , vou tirar

Você dessa concha de vida

Sintonizar meus acordes e inovar

Meu viver no seu , sem nota indevida




Nessa conjunção de música , me despi

Das mágoas e dos rancores antigos

E ressurgi de amor e vesti

Um véu de calor , que é só abrigo




Não vou ter mais vergonha de lutar

Pela grandiosidade dessa nobre causa

Já basta de desamor , de maltratar

Um querer de emoções contidas ..




Quero que as horas passem

Pra começar um novo tempo

De labaredas que ardem

O sentir de teu abraço.

(Ana Maria Marques- Abril /2009)

18 de jul de 2009

VOU FLORESCER EM TI





Vou acordar minhas palavras , enfim,


Farei delas rosas sem pétalas em efusão


Pra levar ao meu bem que vive longe


Num voo rasante de emoção




Quando em nosso jardim chegar


Vou florescer em ti


Minha essência de flor se faz transfundir


Em um aroma que fiz pra ti



Eu serei sua azaléia e você meu jasmim


Misturamos as essências em caramanchão


Numa química do milagre do amor


Eu e você em exaustão



Perdida na luz desse encontro de fragrâncias


Busco sua alma , seu querer


Encontro seu sussurro , seu suspiro


E, morro de amor até o amanhecer.



(Ana Maria Marques)

PASSAREI MINHA FRONTEIRA



Ontem ,
acordei vestindo-me em angústias
sem horizonte , sem conseguir
passar minha própria fronteira
Morri às cinco da tarde ,
amanhã , seguirei sem acordar trancafiada
no meu campo de concepção.

Se conseguir sair desse campo
Irei tirar minha velha havaianas
do armário
Irei tomar um chope gelado
No meu bar preferido
lembrarei das esculturas de Brennand
sem trazer culpas
Do tempo robótico ,um pouco perdido.


(Ana Maria Marques)

O QUE VOCÊ ESTÁ SENTINDO?


Pétala por pétala:
Branca
Rosa
Amarela
Vermelha...
Construí minha história,
Em cada momento:
Uma cor, um suspiro,
Um querer..... revelando
Meu sentimento
Maior e avassalador,
Num beijo
Ficado em pensamento,
No cheiro
De uma essência de flor,
Plantada
No jardim da minha vida,
Por você!


Ana Maria Marques

POESIA E REVOLUÇÃO



Prefiro ser uma pobre poetisa

Versejar meus sentimentos a cada dia

Imitando o caminhar de uma profetisa

Sem frequentar uma academia


A poesia fez em mim , uma revolução

Um novo dia , uma nova hora

Ponho o lápis na mão

Escvrevo , e, aproveito ,motivação de fora


De um escever , o vício me devora
Em papéis , sonetos ...vamos embora

Meu texto predileto : minha inspiração


A poesia acalenta minha solidão

Em palavras ..transformo minha emoção

Num espaço , em qualquer tempo e hora


Ana Maria Marques

16 de jul de 2009

Alma de Carrara




Eu vejo o céu que queima em baixo da pele das estátuas de mármore
e sinto a dor da mão do escultor já totalmente louco em face de sua obra
ainda arde em mim a insana inspiração de um dia ter visto os olhos da arte
E os céus flamejantes de todos os meus desejos queimaram ao léu
Eu ando sorrateira pela mente dos loucos artistas dos antigos anos
e bebo com eles do cálice sagrado das tintas banidas e palavras proibidas
Cuspo no chão de teu museu empoeirado pelo vazio das portas fechadas
Pois a alma já não se basta...e te busca entre paredes frias de mim mesma
e te encontro sentado, calado a deriva de você mesmo...nesta correnteza de dor
De onde hoje pinto as cores em pinceladas negras em uma tela de vento
com moldura de alento e verniz lacrimejaste da loja de Zeus
Colocarei minha alma nela...pois assim talvez um dia você consiga se guiar
e sair desta escuridão fria onde moras nas dobras de pele dos anjos de carrara

Márcia Poesia de Sá

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia INSPIRATURAS - Escrita Criativa - oferece aos interessados na produção de poemas uma oficina q...

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