Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

27 de set de 2009

Sentei na beira de mim

E me vendo como rio, passei a observar...que la no fundo desta agua transparente e fria...passavam uns redimoinhos de folhas, umas amareladas pelo tempo, outras recem caidas mas ja no fundo de mim...
Vi peixinhos que desfilavam lentos por minhas aguas, e alguns se escondiam de mim como se pudessem...sorri quando passei por uma grota...e despenquei fazendo som de cachoeira, até pensei ser um grande rio...
Mas na proxima curva da vida, me vi como riacho manso...pouca e tranquila agua...com apenas uma certeza...seguir...seguir...seguir...
Sem saber´para onde nem pórque...vou levando minhas aguas na transparencia de minhas lagrimas, aguardando o amanhecer...em que um dia quem sabe eu chego a você...
Imenso e soberano mar que me engulirá e fará de mim teu doce acrescimo na vastidão de teu sal solitario...
Hoje sentei na beira de mim...e me vi passar assim...fazendo som de mata...
com cheiro de terra molhada...
Hoje me vi completa...
liquefeita...
sozinha
refeita!

Márcia Poesia de Sá

CRUEL


De vez em quando...
Cutuco as cicatrizes em mim.
Vou sua memória purgando...
Serão feridas fechadas por fim?

Testo a resistência dos receios,
duelando com os pesadelos
e futuras tragédias enleio...
Por antecipação sofro; desvelo.

Volto a buscar velhos vícios,
para ver se estão mesmo mortos...
E aquela propensão ao sacrifício?
Tateio todos os meus lados tortos.

Olho meus retratos antigos
Quero saber se doem ainda.
Revirando os baús sigo.
percorro minha alma infinda

De vez em quando...
Comigo mesma sou cruel
Vou explorando, devassando
desejos ocultos, lambo meu fel.

E diante do espelho
Encaro o imperdoável em mim...
Para sentir o sabor amargo, velho,
De ser eu mesma; de ser assim.

Rosemarie Schossig Torres

13 de set de 2009

RISCO DE GIZ


Por mais que eu queira
não posso entender
Sua fuga , seu abandono
Esse deserto de ti .

Um silêncio
inundou meu coração .
As notas deste dia
permeou a dor
e refletiu
no meu coração
em risco de giz.


Ana Maria Marques

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia

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