Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

24 de abr de 2010

Quando quiser

Tenho tanto desejo de lhe ver
Mas tua imagem congela o sol
Como desejo poder te sentir
Mas tua presença me ofusca o céu

Eis que o nosso fim já se anunciou
Muito embora não quero acreditar
Mas eu vou! Sim pode deixar que eu vou
Enterrar bem ele dentro de mim!

Sob meu céu e meu mar há de jazer
Eternamente em paz! E eu vou regar
Suas raízes em mim! Eu vou sim!...

Ai! Como desejo te ver sorrir,
Mas o fazer me arranca ao coração
Como queria ao menos te ouvir
Mas é tal cravar espinhos na alma

Não quero mais ficar me enganando
Se não vejo nada do que eu via
O céu em mil trevas se dissipou
E eis que o nosso fim já se anunciou!

E quando você resolver me olhar,
Olhe para o céu, que estarei lá...
Quando você resolver me escutar
Então vá para o mar! Hei de ser mar!

Sim! Podes vir navegar no meu mar!
Se quiser pode naufragar nele!

Se desejar que eu venha te aquecer
Apenas sinta o sol, é lá que estou!
E se desejar sentir meu tocar
Eu passarei no vento com pressa!

Somente isso que terá de mim
Sim! É somente o que terá de mim!
Nada além! Nada menos! Nada mais!

Eu vou voar sereno pelo céu...
Eu vou pintá-lo de azul anil
Sim! Eu vou mergulhar no mar em mim
Meus tesouros jamais tu verás

Vou luzir onde não podes chegar
Vou estar onde não podes andar
Vou estar bem feliz dentro de mim!...

Um comentário:

  1. Joselito, Lindo poeta.

    Fiquei aqui lendo tudo o que escreves e, sem palavras...
    Como posso ter passado tantas vezes pela NOP e não percebê-lo?
    Quero deixar aqui meus elogios.

    Teus sonetos são preciosos.

    Tua musa encantadora e, muito amada
    Só quem ama à sí mesmo,e, aos outros verdadeiramente, pode escrever com tanta sensibilidade e beleza.Hoje conquistastes mais uma fã, embora tardia mas, como sabes, os poetas nem sempre são atentos e por vezes viajamos nas nuvens e ao passarmos tão rapidamente, perdemos uma beleza aqui ou alí.
    Ainda assim sabemos reconhecê-las e, admirá-las.
    Um grande abraço. Agora da fã

    Regina cnl

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