15 de nov de 2010

1ªProposta – As mulheres e a Revolução - enviar até 09 de março de 2011


A revolução pela alegria

A breve história de Leila Diniz (1945 • 1972) foi como um terremoto a sacudir os usos e costumes da sociedade brasileira – especialmente nos anos 60, quando ela se transformou no maior ícone da liberdade feminina. O mundo ouvia rock'n'roll, o Brasil irradiava a bossa nova e Leila desafiava, enfrentava, estimulava e divertia os brasileiros com atitudes e simbolismo. Como atriz, tornou-se musa do embrionário cinema novo, movimento que propunha o rompimento dos padrões estéticos adotados até então – com base forte no modelo hollywoodiano.

No plano pessoal, desafiava regras que julgava impostas: era capaz de dizer palavrões em público, dar entrevistas em que revelava preferências sexuais ou trocar de namorado sem dar satisfações a ninguém. Em 1969, em entrevista ao jornal alternativo Pasquim, motivou a lei de censura prévia, apelidada de Decreto Leila Diniz, produzida pelo ministro da Justiça, Alfredo Buzaid. "Você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra. Já aconteceu comigo", dizia. Sua imagem mais célebre, de 1971, na qual posou grávida de biquíni, na praia carioca de Ipanema, tinha o ineditismo incômodo que levou-a a ser acusada por feministas de servir aos homens.

A esquerda a considerava artificial e a direita, imoral. Leiluska, como era chamada pelos amigos, saiu de casa aos 17 anos para morar com o cineasta Domingos de Oliveira, que a dirigiu em Todas as Mulheres do Mundo (1966). Mais tarde, casou-se com o também cineasta Ruy Guerra, pai de sua única filha, Janaína. Sete meses depois do nascimento da menina, Leila morreu no acidente aéreo em que o avião da Japan Airlines explodiu perto de Nova Déli, na Índia. A atriz voltava da Austrália, onde participara do Festival Internacional de Adelaide para promover o filme Mãos Vazias. Leila havia antecipado o vôo de volta por causa da saudade que sentia da filha. Mãe devotada, morreu aos 27 anos e deixou um exemplo para sua geração: Leila viveu a vida com autenticidade, espontaneidade, irreverência, alegria e muita paixão.


A proposta:

Escreva um poema para as mulheres que, tal Leila Diniz, revolucionam pela autenticidade e pela alegria.
Envie o poema finalizado para INSPIRATURAS até o dia 09 de março de 2011;

Boas inspirações!

MANUAL DOS AUTORES OFICINEIROS


MANUAL DOS AUTORES OFICINEIROS

1. Os autores oficineiros terão o compromisso de produzir um poema por semana atendendo a agenda da oficina.

2. Os autores oficineiros deverão atender as propostas designadas a cada rodada, as quais serão divulgadas com, no mínimo, seis dias de antecedência no blog da oficina.

3. Os autores oficineiros deverão enviar a obra finalizada dentro do prazo estipulado na agenda da oficina.

4. Os autores se comprometem a não questionar as avaliações dos jurados voluntários.

5. O autor que descumprir os prazos previstos na agenda será automaticamente desclassificado e terá sua inscrição recusada em futuras edições da oficina.

6. Dado o caráter meramente cultural do evento, os autores reconhecem que não têm direito a qualquer pagamento ou premiação por sua participação.

MANUAL DA COORDENAÇÃO


MANUAL DA COORDENAÇÃO


1.O coordenador tem o dever de proceder a triagem das inscrições e se compromete a guardar absoluto sigilo acerca da identidade dos autores, que usarão pseudônimos.

2. O coordenador deverá fazer com que os prazos agendados sejam cumpridos.
3. O coordenador prestará as informações devidas a todos os participantes.
4. O coordenador tem o direito de excluir a participação de qualquer autor oficineiro ou jurado voluntário no decorrer da oficina, desde que fundamentado em aspectos comportamentais.
5. Se houverem cortesias ou incentivos de parceiros do evento que possam ser distribuídas aos participantes a título de premiação, o coordenador deverá procedê-lo. 

MANUAL DOS JURADOS VOLUNTÁRIOS


MANUAL DOS JURADOS VOLUNTÁRIOS

1.Os jurados, após a leitura de cada obra, atribuirão uma nota de zero a cinco e tecerão dois comentários: um, apontando aspectos positivos, e outro, apontando aspectos negativos acerca da obra julgada. Se desejarem, poderão apontar mais elementos.

2. Os comentários não necessitam de fundamentação teórica e nem técnica. Basta que os jurados avaliem a forma como são "tocados pela obra", considerando, para tal, os critérios que lhes aprouverem.

3. Os jurados deverão estar comprometidos em colaborar com os autores no desenvolvimento de suas escritas e, para tal, a idoneidade e a imparcialidade serão qualidades esperadas.

4.Os jurados terão seus nomes divulgados, junto a um pequeno perfil de qualificações, no blog da oficina.

5. Em virtude da finalidade não-comercial da oficina, os jurados concordam em colaborar sem qualquer ônus ao evento.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...