Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

25 de fev de 2011

As Propostas da FASE INICIAL

As propostas da FASE INICIAL:
RODADA
Provocação
Data para entrega

1ª fase inicial
09 de março
2ª fase inicial
16 de março
3ª fase inicial
23 de março
4ª fase inicial
30 de março

5ª fase final

Poesia erótica

06 de abril

enviar

6ª fase final

Poema narrativo

13 de abril

enviar

7ª fase final

Os melhores dias

20 de abril

enviar

8ª fase final

O direito de sonhar

27 de abril

enviar

23 de fev de 2011

Distribuição das confrontações

Distribuição das confrontações:

OFICINEIROS 1ªRODADA 2ªRODADA 3ªRODADA 4ªRODADA
Autor 1 Jurado A Jurado D Jurado C Jurado B
Autor 2 Jurado A Jurado D Jurado C Jurado B
Autor 3 Jurado A Jurado D Jurado C Jurado B
Autor 4 Jurado A Jurado D Jurado C Jurado B
Autor 5 Jurado B Jurado A Jurado D Jurado C
Autor 6 Jurado B Jurado A Jurado D Jurado C
Autor 7 Jurado B Jurado A Jurado D Jurado C
Autor 8 Jurado B Jurado A Jurado D Jurado C
Autor 9 Jurado C Jurado B Jurado A Jurado D
Autor 10 Jurado C Jurado B Jurado A Jurado D
Autor 11 Jurado C Jurado B Jurado A Jurado D
Autor 12 Jurado C Jurado B Jurado A Jurado D
Autor 13 Jurado D Jurado C Jurado B Jurado A
Autor 14 Jurado D Jurado C Jurado B Jurado A
Autor 15 Jurado D Jurado C Jurado B Jurado A
Autor 16 Jurado D Jurado C Jurado B Jurado A

13 de fev de 2011

4ªProposta – Poesia Infantil - enviar até 30 de março de 2011

4ªProposta – Poesia Infantil - enviar até 30 de março de 2011

Poesia infantil: diga sim!

Poemas para crianças podem ser lúdicos, lindos e ainda deixar os pequenos mais sensíveis à leitura do mundo, como defende o Prof. Hélder Pinheiro
Texto
Cynthia Costa
Foto: Ilustração: Claudia Marianno
Criança lendo

Ao contrário do que possamos imaginar, metáforas e estruturas heterodoxas não são difíceis para as crianças

A poesia é um gênero quase natural para a infância. Ao contrário do que possamos imaginar, metáforas e estruturas heterodoxas não são difíceis para as crianças. O que são poemas, afinal, senão brincadeiras com palavras e sentidos? A seguir, o professor Hélder Pinheiro defende a leitura constante de poesia com os pequenos, na escola e em casa: "Os professores e a família têm um papel fundamental: cultivar a leitura e a audição de poesia, se possível, todos os dias. Por que gostamos de música? Porque a ouvimos cotidianamente". Especialista em literatura brasileira e, especificamente, poesia, Pinheiro concedeu uma entrevista exclusiva ao Educar sobre a importância desse gênero para as crianças.

Hélder Pinheiro é doutor em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pela Universidade Federal de Minas Gerais. Ensina literatura brasileira na Universidade Federal de Campina Grande (PB) e já publicou diversos livros e artigos sobre poesia. Entre eles, escreveu "Poesia na Sala de Aula" (Editora Ideia) e organizou "Poemas para crianças: reflexões, experiências e sugestões" (Editora Livraria Duas Cidades) e a coletânea "Pássaros e bichos na voz de poetas populares", que é altamente recomendada pela Fundação Nacional do Livro Infantil



Faça o teste:







A poesia é um gênero literário menos disseminado? Por que?





Prof. Hélder Pinheiro : São várias questões: acho que a poesia não é apreciada pelas crianças porque a escola e a família trabalham pouco com poemas e, quando trabalham, ainda permanece o ranço de usar como pretexto para ensinar alguma coisa. Recentemente, observei coleções de livros didáticos voltados para 1º ao 5º ano e constatei esse mesmo problema de 15 ou 20 anos atrás. Saindo do âmbito escolar, a poesia de algum modo sempre está presente na vida das pessoas, mas ler poesia de um modo mais cotidiano, ainda está longe de acontecer.


É preciso desenvolver uma sensibilidade específica para ler poesia?




Prof. Hélder Pinheiro : Não sei se há uma sensibilidade específica para ler poesia, mas com certeza quem lê mais poesia pode desenvolver uma sensibilidade mais aguçada para alguns aspectos da língua e da vida como um todo.




Para a criança, qual é a diferença entre a leitura de poesia e a de prosa?





Prof. Hélder Pinheiro : Às vezes acho que a criança - estou pensando na criança pequena, até 8 ou 10 anos - não percebe muita diferença. E não se deve insistir, desde cedo, em conceitos, em especificidades. Mas, embora não saiba a diferença, a criança pode experimentar esses gêneros de modo diferente. Enquanto a prosa, a narrativa, tem um enredo, cativa o leitor ou ouvinte para o desenrolar de determinados fatos e acontecimentos, o poema é mais instantâneo. Uma criança que ouça: "A bela bola rola/a bela bola de Raul", de Cecília, muitas vezes devaneia a partir deste primeiro verso do poema. Imagina a bola rolando, o colorido das bolas, a brincadeira. Certamente, o encanto da poesia para criança está, sobretudo, no som. A musicalidade é fundamental para encantar as crianças - e os adultos também.




A poesia para crianças tem uma característica específica?




Prof. Hélder Pinheiro : A questão central é a musicalidade. E ela se dá dos mais diversos modos: assonâncias, aliterações, rimas e repetições de palavras são alguns dos procedimentos. Mas também há outros aspectos: uma poesia mais conceitual, com imagens mais abstratas, no geral, tende a não encantar muito a criança. No entanto, muitas vezes ela adora o som, embora não entenda nada do sentido. Portanto, tema e forma (ou estrutura) devem sempre vir bem casados, para que a significação seja sempre mais rica. Também a poesia para crianças não deve ser muito longa. Há que se ter cuidado também com o vocabulário: palavras muito rebuscadas muitas vezes tornam qualquer poema pernóstico. Não acho que deva haver facilitação, mas também nada de querer ensinar vocabulário a partir de poesia - o que até pode acontecer, mas naturalmente.




A leitura de poesia desde a infância pode influenciar positivamente o desenvolvimento da sensibilidade estética?





Prof. Hélder Pinheiro : Acredito que sim, mas é difícil aferir de modo muito preciso. Não basta trabalhar a poesia na infância e abandoná-la na pré-adolescência, na adolescência e na vida afora. A educação para a sensibilidade poética deverá ser um projeto para a vida inteira. Se ele começar bem na infância, teremos mais chances de ter um adulto mais sensível, eu creio. Neste sentido, acho que a escola e a família têm um papel fundamental: cultivar a leitura ou audição de poesia, se possível, todos os dias. Por que gostamos tanto de música? Por ouvimos cotidianamente. E mais: não só um tipo ou um modelo de poema. A diversidade é fundamental para que a criança crie parâmetros, vá descobrindo que tipo de texto mais lhe agrada. A vida é muito complexa, não existem garantias de que a poesia determine uma sensibilidade estética. Mas mesmo sem certezas muito absolutas, acredito muito na contribuição da poesia para nos tornar mais alegres, mais sensíveis, mais humanos, enfim.


Quais grandes autores brasileiros escreveram poemas para crianças?




Prof. Hélder Pinheiro : Para mim, a maior é ainda a Cecília Meireles. "Ou isto ou aquilo" é uma obra excepcional. Pode-se ver a influência dela em quase todos os poetas que escreveram poemas para crianças depois dela. Depois, considero Sidónio Muralha também grande neste ramo. "A dança dos picapaus" e "A televisão da bicharada" são obras primorosas. Tem também o Vinícius de Moraes com "A arca de Noé", obra que traz um estilo próprio, diferente da Cecília, mais brincalhão, mais atento ao mundo animal. Esses são a santíssima trindade da poesia para crianças no Brasil. Há outros grandes, como José Paulo Paes e Sérgio Caparelli, que trazem um toque diferenciado.



A proposta:


Escreva um poema voltado ao universo infantil. Esteja livre para utilizar de quaisquer recursos, inclusive da intertextualidade, mas não esqueça de usar linguagem de fácil acesso ao entendimento das crianças.

Envie o poema finalizado para academiadodiscurso@gmail.com até o dia 30 de março de 2011;

Boas inspirações!

3ªProposta – Metalinguagem na poesia - enviar até 23 de março de 2011

3ªProposta – Metalinguagem na poesia - enviar até 23 de março de 2011


Função metalingüística

É aquela centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. Referência ao próprio código, Poesia sobre poesia, Propaganda sobre propaganda,
Assim podemos dizer que a linguagem não é aparente, ela depende de um conjunto de fatores que permeiam os variados grupos sociais que compomos em nossa vida diária. Desde de criança aprendendo com a Fala até o aprimoramento da escrita e da linguagem falada atingindo o nível culto de sua língua. Chalhub, reflete sobre isso,1990, p.10:

“Não nos alongaremos aqui na discussão sobre linguagem e realidade: ela permeia toda a questão da filosofia, da arte, da religião, da psicanálise; é uma questão ancestral. No entanto, é possível desde já, desconfiar dessa relação ingênua entre signo e realidade como algo direto, sem intermediários. A partir da afirmação de Saussure acerca da arbitrariedade do signo em relação ao objeto, podemos perceber como não é fácil fazer afirmações categóricas e absolutas a respeito da representação da realidade através do signo. Porque se convencionou nomear “árvore” o objeto que conhecemos como tal, e não por outro signo? Portanto, levemos em conta que, apenas por necessidade didática, enviamos a essa cisão — linguagem legível, denotativa e linguagem figurada, conotativa.”.

Referência Bibliográfica:
CHALHUB, Samira., Professora da Pontifícia, Universidade Católica de São Paulo, FUNÇÕES DA LINGUAGEM - Série Princípios – 1990 - Editora Ática.

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Metalinguagem na poesia

Os escritores vanguardistas do nosso século estão voltados à crítica da criação. A atual literatura nacional se desenrola na internet e desenvolve um novo produto literário, gratuito e amplamente compartilhado. Esse contexto favorece a crítica, a autocrítica e a motivação para a distribuição de recursos em rede, tal uma poderosa e imensa oficina literária.

O poeta se faz e desfaz pela própria compreensão existencial, como um ser-no-mundo que se revela pelo ato de compor e publicar. Enquanto se expõe, se desintegra para poder integrar novos recursos, na forma de informações, técnicas e do alvorecer de uma nova persona poética.

Para ser objeto de crítica, a obra do poeta se volta sobre si mesma para se auto-analisar e concorrer a impressões. Nessa nova idade da literatura, dada a vulnerabilidade educacional e cultural que preenche nossa geografia, os próprios escritores se constituem nos mais ativos leitores.

E a poesia se autocrítica para obter o feedback. Se mostra líquida para ser desvendada. Desvendada para ser compreendida e, por fim, compreendida para dissimular a pretensão catártica.

A metalingüística, enquanto função da linguagem, fala da própria linguagem enquanto se olha no espelho. Vale-se da crítica do próprio código, da sintaxe, do léxico, do estilo, da forma e de qualquer elemento que a constitua.

A poesia metalingüística quer seduzir a si mesma. Dispõe o prazer do poeta em se desnudar para a musa que o observa curiosa em posse da chave que abre a clausura dos versos.

Wasil Sacharuk
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A proposta:

Escreva um poema, sem restrições quanto à forma, sobre a poesia; e que revele e critique a natureza da sua própria criação, suas limitações e sua essência.

Envie o poema finalizado para academiadodiscurso@gmail.com até o dia 23 de março de 2011;

Boas inspirações!

2ªProposta – A Caixa de Denise - enviar até 16 de março de 2011

2ªProposta – A Caixa de Pandora - enviar até 16 de março de 2011



Pandora
Na mitologia grega, Pandora foi criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo para entregar aos homens. Zeus jurou vingança e pediu ao deus coxo Hefestos que fizesse uma mulher de argila e que os quatro ventos lhe soprassem a vida e também que todas as deusas lhe enfeitassem. Em sua criação os vários deuses colaboraram com partes; Hefestos moldou sua forma a partir de argila, Afrodite deu-lhe beleza, Apolo deu-lhe talento musical, Deméter ensinou-lhe a colheita, Atena deu-lhe habilidade manual, Poseidon deu-lhe um colar de pérolas e a certeza de não se afogar, e Zeus deu-lhe uma série de características pessoais, além de uma caixa, a caixa de Pandora. Era a primeira e mais bela mulher já criada e que foi dada, como estratégia de vingança, a Epimeteu, que, alertado por Prometeu, seu irmão, recusou respeitosamente o presente.

Prometeu e Epmeteu
Segundo a lenda grega, Prometeu criou o homem de argila e roubou a chama sagrada de Hélio (Deus Sol) para dar-lhe o sopro da vida. O intuito era criar um ser que ajudaria a cuidar de sua mãe Gáia (Terra). O homem, porém, também era imortal e assexuado, reproduzindo-se de forma rápida. Por ordem de Zeus, Prometeu foi preso e condenado a ficar acorrentado no alto de uma montanha, onde todos os dias um corvo gigante vem comer-lhe as vísceras que são regeneradas à noite, ficando fadado a sentir dores por toda eternidade. Antes, porém, ele deixou uma caixa contendo todos os males que poderiam atormentar o homem com seu irmão Epmeteu, pedindo-lhe que não deixasse ninguém se aproximar dela. Os homens começaram a desvastar a Terra e, a fim de castigá-los, os deuses reuniram-se e criaram a primeira mulher, a qual foi batizada como Pandora e incumbida de seduzir Epmeteu e abrir a caixa.
Epmeteu colocara duas gaiolas com gralhas no fundo da caverna e a caixa entre elas. Caso alguém se aproximasse, as gralhas fariam um barulho insuportável, alertando Epmeteu. Seduzindo-o, Pandora conseguiu convencê-lo a tirar as gralhas da caverna sob o pretexto de que tinha medo delas. Após terem se amado, Epmeteu caiu em sono profundo. Pandora foi até a caixa e a abriu: um vortéx de males tais como mentira, doenças, inveja, velhice, guerra e morte saíram da caixa de forma tão assustadora que ela teve medo e fechou antes que saisse a última delas: o mal que acaba com a esperança.

A Caixa de Denise, a provocação
A partir da herança do mito de Pandora, criamos Denise. E nossa personagem caminhava pela trilha de areia que desembocava na praia. Todavia, no meio do caminho, encontrou uma caixa... (Dhenova)
O que haveria na caixa desta inocente mulher? O quarto elemento, desconhecido, ardente e inexplicável, mas que, em seu fabuloso e envolvente mistério, provocara a inigualável intriga entre os poderosos irmãos? Tal como Pandora? Aliás, quem é Denise, afinal? Que sina lhe acometera? A de uma mulher que simplesmente enfeitiça, promovendo a cobiça? Sina de todas as mulheres?
Haveria nesta caixa, então, o fogo aceso, a chama alada, a fagulha alardeada que forjaria todo e qualquer artifício construído pelo homem desde aí? A centelha que incendiaria a curiosidade em todos os corações? A faísca do próprio mistério em si mesmo?
Grande enigma, elementar incógnita... O que haveria pois, na caixa de Denise? Mais uma pergunta, todavia, sem resposta. E cá estamos: frente a este insolúvel ser feminino, que nos faz ainda cogitar, supor e imaginar...; apenas através de alguns meros devaneios ..., e muita incerteza. (Luciana del Nero)
 
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Exemplos:
 
Desejos Inquietos

Denise não foi a primeira mulher
Sequer o princípio de todos os males
Não foi criada nos trabalhos e os dias
Nem viu um titã com o fogo que ardia

Não é daquelas que vivem dos lares
O domínio do mundo sequer ela quer
Olimpo nem clero, o deus que quiser
Não é daquelas que choram pesares

Sequer acredita em algum messias
Presente de Zeus ninguém merecia
Nem chora a gota da água de Tales
A caixa secreta que guarda é seu ser

Se um dia o segredo da caixa morrer
Denise não quer nenhum grand finale
Agarrada com força em sua filosofia
Trará mais segredos em nova poesia

Poseidon vingará o choro dos mares
Até mesmo se a ira de Zeus se fizer
Haverá esperança onde a caixa estiver
Haverá denises em todos os lugares

O poder de Denise rasga a profecia
Dissimula a beleza da noite no dia
Como sacerdotisa ela guarda a chave
Que encerra na caixa o dom de viver.

Wasil Sacharuk
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A Caixa de Denise II

Dentro da caixa de Denise
Havia uma maldição
Ressurgida de outras eras
Da paixão obsessiva
Da loucura e da guerra

Denise soltou-a, então, na imensidão...

Dentro da caixa de Denise
Havia também um espelho quebrado
Refletor do desejo
De tempos idos
Do desespero apaixonado

Denise deixou-o de lado...

Dentro da caixa de Denise
Havia o sentimento mais mesquinho
A inveja sem brilho
O delírio fortuito e ferino

Denise olhou-os de soslaio... e também deixou-os de lado...

Dentro da caixa de Denise por fim
Havia um coração
Repleto de sinceridade
De respeito
De bondade...

Só então Denise percebeu o encontro do eu.

Dhenova
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A proposta:

Denise caminhava pela trilha de areia que desembocava na praia. Todavia, no meio do caminho, encontrou uma caixa. Dentro da caixa havia...

Escreva um poema, sem restrições quanto à forma, e o envie finalizado para academiadodiscurso@gmail.com até o dia 16 de março de 2011;
Boas inspirações!

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia INSPIRATURAS - Escrita Criativa - oferece aos interessados na produção de poemas uma oficina q...

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