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13 de fev de 2011

3ªProposta – Metalinguagem na poesia - enviar até 23 de março de 2011

3ªProposta – Metalinguagem na poesia - enviar até 23 de março de 2011


Função metalingüística

É aquela centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. Referência ao próprio código, Poesia sobre poesia, Propaganda sobre propaganda,
Assim podemos dizer que a linguagem não é aparente, ela depende de um conjunto de fatores que permeiam os variados grupos sociais que compomos em nossa vida diária. Desde de criança aprendendo com a Fala até o aprimoramento da escrita e da linguagem falada atingindo o nível culto de sua língua. Chalhub, reflete sobre isso,1990, p.10:

“Não nos alongaremos aqui na discussão sobre linguagem e realidade: ela permeia toda a questão da filosofia, da arte, da religião, da psicanálise; é uma questão ancestral. No entanto, é possível desde já, desconfiar dessa relação ingênua entre signo e realidade como algo direto, sem intermediários. A partir da afirmação de Saussure acerca da arbitrariedade do signo em relação ao objeto, podemos perceber como não é fácil fazer afirmações categóricas e absolutas a respeito da representação da realidade através do signo. Porque se convencionou nomear “árvore” o objeto que conhecemos como tal, e não por outro signo? Portanto, levemos em conta que, apenas por necessidade didática, enviamos a essa cisão — linguagem legível, denotativa e linguagem figurada, conotativa.”.

Referência Bibliográfica:
CHALHUB, Samira., Professora da Pontifícia, Universidade Católica de São Paulo, FUNÇÕES DA LINGUAGEM - Série Princípios – 1990 - Editora Ática.

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Metalinguagem na poesia

Os escritores vanguardistas do nosso século estão voltados à crítica da criação. A atual literatura nacional se desenrola na internet e desenvolve um novo produto literário, gratuito e amplamente compartilhado. Esse contexto favorece a crítica, a autocrítica e a motivação para a distribuição de recursos em rede, tal uma poderosa e imensa oficina literária.

O poeta se faz e desfaz pela própria compreensão existencial, como um ser-no-mundo que se revela pelo ato de compor e publicar. Enquanto se expõe, se desintegra para poder integrar novos recursos, na forma de informações, técnicas e do alvorecer de uma nova persona poética.

Para ser objeto de crítica, a obra do poeta se volta sobre si mesma para se auto-analisar e concorrer a impressões. Nessa nova idade da literatura, dada a vulnerabilidade educacional e cultural que preenche nossa geografia, os próprios escritores se constituem nos mais ativos leitores.

E a poesia se autocrítica para obter o feedback. Se mostra líquida para ser desvendada. Desvendada para ser compreendida e, por fim, compreendida para dissimular a pretensão catártica.

A metalingüística, enquanto função da linguagem, fala da própria linguagem enquanto se olha no espelho. Vale-se da crítica do próprio código, da sintaxe, do léxico, do estilo, da forma e de qualquer elemento que a constitua.

A poesia metalingüística quer seduzir a si mesma. Dispõe o prazer do poeta em se desnudar para a musa que o observa curiosa em posse da chave que abre a clausura dos versos.

Wasil Sacharuk
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A proposta:

Escreva um poema, sem restrições quanto à forma, sobre a poesia; e que revele e critique a natureza da sua própria criação, suas limitações e sua essência.

Envie o poema finalizado para academiadodiscurso@gmail.com até o dia 23 de março de 2011;

Boas inspirações!

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