Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

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17 de mar de 2011

A CAIXA DE DENISE – Fase inicial – 2ª Rodada

A CAIXA DE DENISE

Caminha sem entender aonde vai
Sem entender como sabe aonde ir
Não chora e nem sorri
Não agradece e nem lamenta

Apenas sabe o que deve fazer
Talvez lhe venha do passado
Fantasmas ou quiçá, anjos
Soprarem-lhe ao ouvido o destino

Que deve dar ao conteúdo da caixa sagrada
E eis que a encontra:
Exatamente como sentiu que seria
Denise a reconheceu...

Só lhe resta abrir e ver o que há
Ela tem em suas mãos o destinho dos homens
O poder da vida eterna
O santo Graal.

Autor 02: Laura Lufe

Um comentário:

  1. O poema ousou uma intertextualidade interessante e criativa ao eleger o Santo Graal como objeto da caixa. Seguiu uma linha argumentativa coerente que culminou numa leitura instigante.

    Minhas leituras encontram guarida no colo da rima e do ritmo. Sou favorável à peça que privilegia o ritmo, a sonoridade. As rimas não são necessárias quando a musicalidade na leitura está evidente. Senti falta de ouvir essa música, daí, apesar da leitura ser fluida e fácil, remete à sensação de que falta algo.

    É um ótimo poema, cuja marca principal é o final inesperado.

    Três e meio parece dimensionar meu envolvimento nessa obra que, por fim, é muito bem elaborada.

    Wasil Sacharuk

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