Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

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31 de mar de 2011

BONECAS QUE FALAM – Fase inicial – 4ª Rodada

Bonecas Que Falam

Mamãe me disse
Que as bonecas não falam.
Olha que bobinha!
Eu digo:
Elas não calam.

Papai me disse
Que a flor nunca ri
Coitado!
Acho que os óculos
Já `tão quebrados,
Só assim pra ele não ver.

Vovô me disse
Que eu posso voar
Num tapete esquisito
Em cima do mar.
Ah! Esse entende das coisas,
É tão culto
Nem parece adulto.

Mas, mamãe mandou:
Esquece o vovô,
Ele é poeta.
Nunca acorda,
Nunca para de sonhar.

Joaquim Pirantes

Um comentário:

  1. Título, Bonecas Que Falam. Autor, Joaquim Pirantes.

    Gostei bastante do que li, considerando que a proposta é atingir o universo infantil, convocando esse público à leitura. Todavia o final não me convenceu. Explico: a frase “nunca para de sonhar” parece convocar uma outra que estivesse concatenada à palavra “poeta”. Ao longo de todo o poema o autor serviu-se do recurso de rimar (e na dosagem certa, na minha opinião) o desfecho de cada linha de pensamento, exceto justamente na última parte da obra. Nota: 4.

    Luciana Del Nero.

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