Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de Escrita Literária - POESIA - on line

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia

Proposta lúdica voltada ao desenvolvimento e ao aprimoramento da composição poética. A oficina foi projetada para ser um meio de iniciação na produção literária.

DSCF7250
Exercício leve e agradável de interação e da liberdade de brincar com as letras;

Comentários, sugestões e críticas que focalizam os aspectos positivos e negativos da produção, consistindo numa avaliação personalizada;

Cinco desafios conceituais e criativos voltados ao desbloqueio da escrita e à iniciação na arte de escrever poemas;

A OFICINA DE POESIA ON LINE é coadjuvante do poeta no processo de ilustrar sentimentos, bem como desenvolvê-los e expressá-los numa estética bela e sensível.

17 de mar de 2011

CAIXA – Fase inicial – 2ª Rodada

Caixa
.:.
Denise pisou fundo.
Com areia entre os dedos.
Muito bem acompanhada.
Era assim que ela andava.

Pelo vento que soprava.
Tropeçou sem olhar.
Tão sem jeito, ela caiu.
Como era desastrada.

Doeu, é claro.
Muito mesmo, mas, enfim.
Que caixa era aquela.
O que seria aquilo?

Dúvida cruel.
Mas, bem lá dentro.
Ela soube.
Onde mesmo havia lido?

(...)

Era aquela, a caixa.
Dos segredos.
Dos elementos.
E dos medos.

(...)

Denise sabia.
O porquê do tropeço.
A história.
Da criação.

Encontrá-la no caminho.
Era o destino.
Seu motivo.
A razão.

A curiosidade encheu.
A garrafa.
Nem beleza, nem talento.
Nunca mais ela colheu.

O vento acabou.
A beleza.
Reduziu-se.
O colar, ela perdeu.

Com dúvidas.
Até o pescoço.
Não se afogou.
Por pouco.

Seria verdade?
Que besteira.
Só podia ser.
Coisa de louco.

Sem pensar duas vezes.
A caixa, ela abriu.
Naquele interior.
O que ela viu?

Como assim?!
Estava vazia!
De todo aquele medo.
Nada mais existia.

(...)

A esperança não se via.
Mas, ali, ela estava.
Ela sabia, era esse.
O fogo que ardia.

(...)

Nem sempre esperando.
Viveu Denise.
Um exemplo de mulher.
Quantas coisas elas fez.

Nos tempos de crise.
E desentendimentos.
Caminhando ela ia.
Sem tropeços, dessa vez.

Sempre esperando.
.:.
Autor 05: O Dentista

Um comentário:

  1. Gostei do ritmo, o encadeamento das ideias, muito bem construído; gostei também do tom irônico em alguns trechos, mas não gostei do excesso de pontuação. O ponto final encerra a questão, para buscar o referencial é preciso usar os nexos, o que não aconteceu em alguns versos do poema. Nota: 4,0

    Dhênova

    ResponderExcluir