Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

17 de mar de 2011

DUAL FACE BOX – Fase inicial – 2ª Rodada

Dual Face Box

na  vastidão das sombras noturnas
surge a imprudência de sentimentos
sem medidas – sutis deslizes
de um peito aberto impunemente
buscando desvendar Denise.

das profundas marcas advindas
da incansável luta que nunca finda
a silenciosa busca por seus segredos;
Denise, tu não me pões medo,
nem surpresa em mim incute
pois, bem sei, que seu segredo é absurdo.

traz a chama que não queima
a luz incipiente não acendida
o orvalho que molhar não teima
a brisa inerte, suspiro lento
o chão aberto, ressequido.

tu, Denise, é o flagelo, a tormenta.
és singela, figura extrema de dois elos,
descomunal proeza dos deuses:
que mimos trazes embrulhados
em laços de sutis presentes?
tua ira a seduzir as gentes?
Se queres nos seduzir, saibas:
Facies non omnibus una*
não quero teus regalos
pois, teus segredos me envenenam,
me entorpecem da pura essência.

Descubro, inocentemente,
Em teu pequeno exemplar
que a docilidade que se me escapa
nada mais é que a fé que emana
de tua pequena e dúbia caixa.

(*) faces na eram iguais (ou faces desiguais)

Autor 10: Franklin Stingër

Um comentário:

  1. Comentário 2; Título: Dual Face Box; autor: Franklin Stinger.

    Belo texto. Gostei demais. Estranhei apenas duas das palavras utilizadas na passagem que em seguida destacarei. Algo nelas destoou do conjunto da obra. Enfim, eu as substituiria...mas, como não sou eu a autora do poema, fica apenas a minha percepção de leitora que também escreve poesia.
    Eis a passagem sobre a qual me refiro:

    “traz a chama que não queima
    a luz incipiente não acendida
    o orvalho que molhar não teima
    a brisa inerte, suspiro lento
    o chão aberto, ressequido”.

    Talvez tenha sido um pequeno descuido no momento da digitação, mas a concordância verbal precisa ser corrigida na frase “ tu, Denise, é o flagelo, a tormenta”. Como o poema foi todo escrito na segunda pessoa do singular, o correto seria “tu, Denise, és o flagelo, a tormenta”.
    Nota: 4,5.

    Luciana Del Nero.

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