Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

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17 de mar de 2011

HERANÇA DE GAIA – Fase inicial – 2ª Rodada

Herança de Gaia

Meus pés chafurdam em grãos de areia
Acarretei-me aqui em vão para tão raro deslumbre
Maldita Onipotência que se assombra da própria imortalidade
Hei de lhe arrancar esta sina, as visceras e os olhos azuis

Por onde passo lamenta o cheiro da inveja
Escassa penumbra fruto da luta
Ouço a voz da injustiça e do pré-choro
E por pouco quase morro, maldito Deus

Reles presença, se me queres aqui fatal
Serei sim tua única desgraça
Cantada pelas correntes do passado
Aqui nesta praia onde submergiste o calor

Herança de Gaia, mãe desta e aquela maldição
Sé tu és realmente Deus
Maldito Zeus, encoraja-se e vista esta caixa
Traga de volta o ladrão do fogo

Devora-se de todo calor que habita ali
Se dele já estou cheia até mesmo de dor
Ficarei aqui como tua cria observando aflita
O renascimento intrépido do meu amor.


Autor 12: Caramelo Chorão

Um comentário:

  1. Comentário 4. Título do texto: Herança de Gaia; autor: Caramelo Chorão

    Vejo pontencial em quem escreveu o texto acima, embora a tentativa em tornar o escrito mais erudito e rebuscado tenha me cansado um pouco. Sugiro que se empreenda uma severa correção na redação do texto, sobretudo no que diz respeito ao uso dos pronomes reflexivos, pois eles me soaram estranhos. Exemplo disso é a utilização do “encoraja-se” ou “devora-se” . Além disso, algumas palavras merecem um cuidado de outra ordem. Por exemplo, na passagem onde se lê “Herança de Gaia, mãe desta e aquela maldição”, parece-me que o sentido estaria mais claro se a palavra adotada no lugar de “aquela” fosse “daquela”. Por exemplo: “Herança de Gaia, mãe desta e daquela maldição”. Ou, ainda nessa mesma direção, se ao invés da frase “Por onde passo lamenta o cheiro da inveja” encontrássemos “Por onde passo lamento o cheiro da inveja”.
    Nota: 2,8.

    Luciana Del Nero.

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