Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

Oficina de escrita literária Inspiraturas - o fim da página em branco - A ti, que ainda acreditas na escrita, em especial a Poesia, como ...

10 de mar de 2011

MEIA DÚZIA DE HISTÓRIAS - Fase inicial - 1ª Rodada

MEIA DÚZIA DE HISTÓRIAS


O frágil, às vezes é muito forte.



Parahyba Mulher Macho,

 pantera dos olhos dormentes

que viam  a vida de forma  diferente;

era mais que poesia, teve  a vida misturada

 com a história de sua gente...



Entre luzes e palcos, materializa-se o invento.



Em Manhãs do Sol estreou Bibi bebê...

De lá até cá, décadas de talento,

faz parte da história de seu tempo.



Poeta nasce quando brota a poesia.



Antes tarde do que jamais...

assim nasceu a poeta Cora,

colorindo nossa  história.



Há mais brilho na diversidade.



Um batom, duas celebridades:

Carmem dos balangandãs

e Luz del Fuego  das cobras...

duas imagens sobreviventes na história.



Os costumes podem ser quebrados.



A tal serpente danada,

condenada a ser a culpada...

é por vezes contada

como a primeira mulher de Adão

da mitológica história da criação.



Moral é com nau, depende do tempo.



Existe muito mais que isso...

pois cada qual tem sua memória

e cada mulher tem sua história.


Autor 13- Nena Silva

Um comentário:

  1. Cara Nena Silva

    Exploraste com muita propriedade a mitologia em torno da força de Anayde Beiriz, comparada, dos anos 30 aos setenta, à força masculina.
    Trouxeste, também, Bibi Ferreira, um signo feminino nacional, contudo, geralmente esquecida. Muito bom.
    Foi um ótimo passeio por nuanças de mulheres reais e inventadas, contudo, todos os exemplos são pertinentes.
    O título "Meia Dúzia de Histórias" tem um apelo interessante. Contudo, traz em si uma promessa hercúlea de enumerar tantos eventos. O fazes, entretanto, a proposta acabou por fragmentar demais o texto (as histórias ficaram tanto isoladas), enquanto o vocábulo "história" se repetiu seis vezes no decorrer da leitura.
    O tom narrativo ficou mais informativo do que lírico e isso fez o poema perder força.
    Faltou, também, um desfecho mais impactante.

    É certo que os textos seguintes trazem promessas melhores.

    Abraço bem grande

    Wasil

    nota 3

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