Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de Escrita Literária - POESIA - on line

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia

Proposta lúdica voltada ao desenvolvimento e ao aprimoramento da composição poética. A oficina foi projetada para ser um meio de iniciação na produção literária.

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Exercício leve e agradável de interação e da liberdade de brincar com as letras;

Comentários, sugestões e críticas que focalizam os aspectos positivos e negativos da produção, consistindo numa avaliação personalizada;

Cinco desafios conceituais e criativos voltados ao desbloqueio da escrita e à iniciação na arte de escrever poemas;

A OFICINA DE POESIA ON LINE é coadjuvante do poeta no processo de ilustrar sentimentos, bem como desenvolvê-los e expressá-los numa estética bela e sensível.

22 de mai de 2011

Sobre a poesia imagética, por Wasil Sacharuk

A poesia imagética é um todo organizado, um cimentado de tijolos vocabulares, de requintada elaboração semântica. Surge poesia imagética quando a escultura de palavras transcende a literalidade para envolver o leitor nos detalhes arquitetônicos de sentidos e significados. Logo, a poesia imagética não é surrealista, pois se utiliza dos recursos linguísticos para traduzir um significado; e também não se trata de fluxo de consciência, já que está delimitada em um eixo espaço-temporal no qual as escolhas semânticas guardam o sentido.

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Pedidos perdidos de um recomeço

Tudo o que eu te peço é um recomeço sôfrego
lângido e célere, na avidez do malsofrido

Tudo o que eu te peço, eu já nem mesmo meço 
e, nessa desmedida, despedaço- me

Tudo assim em mim já tão disperso
ao passo de um clamor soado como alarido

Refratada em pungentes estilhaços 
Reencontro-me porém em cada esgarçado espaço, 
donde me despeço,
donde esmaeço..., donde não te esqueço

O que eu te peço mesmo? 
Quem saberia?
... talvez a permissão para alçar vôo
ou a exata dose de volúpia para atiçar insurreições, ressurreições, reviravoltas

Se mereço ou desmereço, 
quem confessaria?
Simplesmente careço,
e pago o preço.

Luciana Del Nero

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