Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

Oficina de escrita literária Inspiraturas - o fim da página em branco - A ti, que ainda acreditas na escrita, em especial a Poesia, como ...

30 de jun de 2011

4ª rodada - Poema Ofegante

POEMA OFEGANTE

Respiro a miragem que envolve
teu corpo debutante
Sorte e privilégios em desejos
De amante
teu sorriso invade meus ouvidos
rasgando o silêncio
Tirando-me os sentidos
Ver-te apenas com os olhos
Me esfacela a alma inteira
Minhas mãos anseiam
O toque, o resvalar em tua teia

Falo, grito, desato em desabalo
me curvo em reverência
a ouvir seu ensaio
            [de musa enlouquecida
Desvarios enredados
Penetrando-me os ouvidos

Tateio no escuro a amplidão
Buscando os anseios de sua boca
Respirando nos beijos
                           Desta alma rota
Que em meus devaneios
                             Se finge louca
Mergulhando nos braços
Remidos da noite
Lançados no laço
De nosso açoite
Crendice e desvelo
Prazer e bom gozo
Nos dentes cravados
Em nossos corpos.

Ângelus Condor

3 comentários:

  1. Ficou ofegante mesmo. Excelente ritmo e elegância do léxico. A proposta foi bem atendida, no entanto, o poema merecia uma finalização mais impactante, ou seja, parece que passou rapidamente sem deixar rastros.
    nota 4,0

    wasil sacharuk

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  2. Ângelus Condor, o título Poema Ofegante é, digamos, provocativo.Gostei...

    A leitura é saborosa e o encadeamento dos versos conduz a um desfecho inspirado, embora previsível. É um poema elegantemente erótico e isso é difícil de conseguir.

    Há pequenos equívocos gramaticais (teu e sua, me esfacela...), mas o poema é bastante interessante.

    Minha nota é 3,75

    Marisa Schmidt

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  3. Ângelus Condor!

    Respirando nos beijos. Dessa alma rota
    Que em meus devaneios. Se finge de louca

    " Tirando-me os sentidos"

    Delícia ler teu poema.

    Gostei demais!

    Parabéns

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