Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

28 de jul de 2011

Encerramento da 2ªOficina Inspiraturas–Dhenova

Parabéns Flávio O. Ferreira! Merecida a vitória, foram ótimos os poemas.

Parabéns a todos os participantes. Talento, criatividade, conteúdo, assiduidade foram características marcantes. Foi um prazer lê-los!

A proposta da oficina para avaliar é muito interessante, deixa muito à vontade o jurado para dar a nota que quiser a partir de suas impressões. Somos leitores que dizem o que gostam ou que não gostam a respeito de um poema, cada um com sua opinião, com seu conhecimento de mundo, com sua sensibilidade... e também com suas limitações. Então, peço desculpas aos participantes por qualquer erro de interpretação, estou engatinhando aqui...

O que mais curto, a cada oficina, é não saber a identidade dos poetas. Acho que sabendo de ‘quem’ vem fica outra carga, outra cara... e a idéia aqui não é esta, aqui é saber do teu leitor o que ele entendeu, ter o feedback... foi uma bela sacada!

A forma na poesia é muito importante para minha leitura, então peço perdão àqueles que dão asas a sua imaginação e deixam as palavras livres ao vento, isto também é válido. Mas numa oficina, como leitora, e também professora de Língua Portuguesa, algumas licenças poéticas não me caem bem. Sinto se sou uma chata. Aprendo sempre com vocês.

Agradeço ao Wasil pela oportunidade e pela confiança, espero ter correspondido à altura do projeto. E estarei aqui caso precise para a próxima rodada.

 

Dhenova

Encerramento da 2ªOficina Inspiraturas – Marisa Schmidt

Caros Oficineiros Flávio O.Ferreira, Rogério Germani, Marcia Castilho, Leh Lopes, Regina cnl, André Fernandes, "Tony Montana"

Quero primeiramente dar parabéns a todos pela rica participação e pelo empenho em fazer a cada rodada uma melhor apresentação.

Claro que ser o primeiro colocado é muito bom e gratificante, sinalizando que o poeta foi feliz em suas escolhas e no seu arquitetar poético e, é claro, merece nosso caloroso aplauso.No entanto, todos os demais também tiveram um excelente desempenho e a todos mando meus cumprimentos de leitora que ama poesia e que pode apreciar e aprender muito nessa edição.

O que me deixa muito feliz é que quase todos os participantes são queridos amigos poetas da NOP, com os quais "troco figurinhas" diariamente .Analisar seus trabalhos, sem identificá-los, mostrou-me a versatilidade de cada um.Não reconheci os meus amigos nos seus poemas e portanto fiz os comentários baseada tão somente naquilo que o poema me dizia no momento.

Quero que saibam que é muito mais difícil ser jurado que oficineiro, porque a cada poema eu ficava imaginando a reação do poeta ao ter sua obra dissecada por uma mera leitora.Elogio a gente sempre aprecia e recebe bem, mas as críticas, incomodam e aborrecem.

Quando leio uma poesia nas comunidades, num livro ou revista, tenho a reação normal de todo leitor: se gosto, se me toca eu elogio, colo, mando para outros.Se não gosto, simplesmente esqueço...

Aqui não funciona assim.Gostar ou não gostar carece de explicação e, como não há um roteiro, um manual (e nem deve mesmo ter nessa proposta) a gente escreve o que sente.

Peço desculpas se em algumas situações fui indelicada ou ignorante ao apreciar o tema; se fui muito chata ao criticar os erros de português, mas acredito que o bom uso da língua é básico para uma escrita agradável; se fui irônica em alguns comentários-característica que não consigo domar.

Mas quero que saibam que sou muito grata a todos pelo muito que me ensinaram( a Marcia, depois de despida a máscara de Campos&Espaço, deu-me uma aula sobre cummings-agradeço, querida!), pela beleza que me permitiram apreciar e, especialmente por terem no fazer poético uma generosa comunicação.

Parabéns e muito carinho ao mestre Wasil Sachruk pelo seu amor à poesia que faz com que dedique seu tempo e seu talento mantendo este espaço acolhedor e de tamanha qualidade.Obrigada pela imensa paciência com meus questionamentos.

Às colegas Dhenova e Luciana pela invejável capacidade e clareza nos comentários, meu muito obrigada.

Meu eterno reconhecimento por ter meu nome apadrinhando essa oficina.Sem falsa modéstia, não mereço tamanha honra.

Beijão a todos e até a próxima.

Marisa Schmidt

Momentâneo

Ah! Como é momentâneo
O desabrochar das flores
E efêmera é a sua beleza
Vestida em humildade
Vejas só a beleza que das
Estes imensos prados
De um verde monótono
Como é sutil tua brevidade
A sedução de tuas pétalas
Aspergem um perfume
Ah! Um perfume! Tão breve
Ao olfato, mas é eterno
Teu aroma na memória...
Portanto seja flor senhora,
É breve o desabrochar
Da tua branda juventude,
Envolva-te em humildade
Amanhã restará apenas
A lembrança das pétalas
Vívidas que lhe cobriam,
Serão opacas e murchas
Pela tua soberba vaidade...

Apenas eu

Desculpe-me amor
Se sou o que sou,
E se não sei ser
De outro jeito,

E se sou o que sou
E não o que queres
É por que assim
Não aprendi a ser...

Se assim eu for,
Seria eu apenas
Uma aparência
Sem essência...

Se assim me vê
Sendo o teu ideal
Desperta-te e parta
Já deixei de ser real

Se é breve tudo

Ah! Meu amor
É breve a vida
O tempo é veloz
E mais breve
Foi o nosso amor
Que se findou

Sem se concretizar...
E assim é a vida
Uma passagem
Como um vento
Sopra as folhas
Num bailar sutil
Pela rua vazia...

Suave é pensar
Que é somente
Obra do destino
Que o tempo
Torna o amor
Solúvel e esmo

Suave é deixar
A dor ao jugo
Do tempo voraz
Com o teu olhar
Sempre adiante

Carregue nas mãos
Teu próprio destino
Siga tão somente
A voz do coração

Então circunda-te
De amores e prazeres
O pecado é somente
A prisão da mente
Enrustidas em mitos
Quando na verdade
O maior pecado
É privar-se de tentar...

Assim amor, voemos!
Sem culpa, separados
Levando no peita
A lembrança que tudo
É breve e mais breve
E necessário é viver,
Provar das tentações

Breve é a vida,
Breve a juventude,
Breve é o tempo
Mais breve de tudo
É o amor, já que é fogo,
Flama e se apaga

É breve amor!

O que podemos amor
Contra nosso destino?
Se é tão breve a vida,
Mais breve é a paixão
E é inevitável amar
E inevitável à distância
Assim corre o tempo
Sempre contra nós
Faz breve a primavera
Como é breve também
O desabrochar das flores
Mas é eterna a lembrança
Dos efêmeros perfumes...
Nascera flor silvestre
Quando recolhida - murcha
Portanto aceitemos
O que nos é destinado
Sem medo, sem culpa
Circunda-te de alegria
Pois não merecem os deuses
Sejam súplicas, promessas
Nem mesmos as lástimas...

Não só a ti ó sol!

Não só de tua luz
Ó sol eu necessito
Mas preciso também
Da tua ausência
Para ver a noite
E seus mistérios
Envolta em brumas
E cheia de magia...

Não queiras só pra ti
Ó sol todo o tempo...
Teus raios calorosos
Não só a eles eu desejo
Mas também adoro
O frio das madrugadas
E seus ventos temerosos
Desafiando minha alma...

Então ó sol, te compete
Apenas brilhar ao dia,
Não são tuas as noites,
E não está ao teu jugo
A escuridão, pois dela
Necessitam as estrelas
Para brilhar no céu
Formosas e imponentes...
Não te apresses
Logo há de chegar
A formosa aurora
Trazendo tua luz
Que flama e inflama
Abranda e aquece,
Que queima e seca
Sem pena alguma...

Ó imperador da vida!
Não que te menospreze,
E nem me condene
Se a metade de mim
Clama a escuridão
E frio das noites
Tua luz em demasia
Fere, condena e mata!...

Portanto contenta-te
Apenas com o tempo
Que é teu por direito
Deixe a noite me guiar
Com suas brumas
Doces e misteriosas
Envolvem-me na frieza
Da sua sutil doçura...

Raio de sol

Do azul dos teus olhos
Verte o aroma da simpatia
Como esmeraldas a luz da manhã
De um sorriso verta a magia
Como uma flor que desabrocha
Com o alvorecer do sol

Tua pele é como a seda ganhando
Forma nas mãos de um tecelão
Macia e delicada como uma flor
Que desabrocha pelas manhãs
Embelezando docemente as tardes
Reluzindo em aromas pelas noites...

Tua companhia é como o ouro
É como o sol que invade o dia
Inundando a tudo de alegria...
Como o vento que se move em silêncio
Tu passas sutilmente e se enrosca
Como uma canção aos pés dos ouvidos

E de repente num abraço caloroso
Em plácidos toques harmoniosos
Sente-se por poucos segundos
Como é doce o sabor da plenitude
Como um brando dia que amanhece
Em cores, em flores cheias de fragores...

Circunda-te

Ó amor!
Envolva-te em rosas
Derrama-te sobre a cama
O teu efêmero perfume
Não tenhas medo algum
A vida é num segundo
Num instante que se finda
Não jogues fora tua beleza
Com tolices ditas imorais,
Deita-te e deleita-te de amor
A paixão é fogo que se finda,
E a eternidade é a mera
Incerteza da existência...

De nada te prives
Pecado é privar-se de viver
De sentir, de tocar de ousar,
As tentações são provocações
A serem superadas
O céu e o inferno quem faz
É a gente, e as garantias
Talvez não passem de ilusões
Circunda-te de rosas,
De cores e de amores,
O que há de vir virá,
Mas o que passou,
Este jamais retornará...

Aroma de despedida

O céu prenunciou
À hora da partida,
Nos últimos versos,
Em meia as entrelinhas
O aroma de despedida

Voam folhas secas
E aroma de rosas
Dispersos pelos ares
Palavras e olhares
Perdendo-se no vento

E se vão pelo tempo
Tornando-se passado
Apenas pensamentos
Momentos e sentimentos
Bailando eternamente

No balé deste amor
Mal resolvido, suprimido 
Cantam os pássaros
E os versos rasgados
Perdem-se pelo horizonte...

Apenas um destino

Não verás meus olhos
Tal quais tu já os viste,
A luz que havia neles
Há tempo já não existe...

Não terás meu sorriso
Como tu o conheceste,
Perdeu-se nem sei aonde
Se é que algum me reste

Não tornarás a me ver
Andarei pelas manhãs
Disperso pelas brumas
Cálidas, dóceis e vãs

Assim serão meus olhos
Pelos horizontes difusos,
Como uma plácida brisa
Distante dos teus abusos

E então precisarei apenas
De um destino, um caminho,
E sem pensar, sem pressa,
Apenas o seguirei sozinho...

Passageiro

Como um rio que passa
Passastes e tornastes
Um grandioso oceano
Agora tu és tão somente
Um crepúsculo no horizonte...

Vem a chuva e com ela
Relâmpagos de saudade
Com um feroz estrondo
E volta a ser silêncio
Uma lembrança remota,

Tu nada mais és além
De uma lembrança fugaz
Condenada a fenecer
Tu és vento e passastes
Como uma tempestade

E sem deixar vestígio
Assim como a aurora
Envolveu-se em brumas
Dissipou-se pelos ares
E assim se perdera
Para todo o sempre...

Percorro-te

Sou a chuva que passa
E que te molha de amor
Sou o vento que sopra
Que te toca e te arrepia

Sou a terra que treme
Que te leva ao delírio,
Sou o fogo que flama
Inflama e se consome

Com as minhas mãos
Teu corpo eu percorro
E sinto no meu ouvido
O teu suave suspiro...

Bem devagar eu te laço
E enquanto tu te enlaças
Tua pele toda se abrasa
Desmancha-se em gozo

Nesta vertente de aromas
Efêmeros eu me banho
De repente sou navegante
Da tua impecável silhueta

Aromas em movimento

Hum! Teus olhos
São tão atroantes
E causam em mim
Voraz terremoto

Ai! Aí! Teu sorriso
É como o ecoar
Das liras divinais,
As manhãs outonais

Ouro envolto em lírios
Num eflúvio desabrochar
Num colorido efêmero
Pinta de vida a aurora...

Hum! Teus tons alvos
Sutilmente te envolvem
Como o mar que banha
E se emaranha na praia

Assim tu és misteriosa
Vós sois luz, vida, fogo
Aromas em movimento,
Imprevisíveis e constantes

Passando

Vós que fostes o sol
Que banhou meus dias
Calor das noites frias
A tenra luz do arrebol

De repente a tua luz
Desfez-se em bruma
E como uma pluma
Que o vento conduz

Agora tu és distante
Como são as estrelas
Como nau sem velas
Num vento inconstante

E num ar nebuloso
Disperso pelos ares
Soprando pelos mares
Rumo ao fim silencioso

E na superfície rasa
Uma apagada memória
A nossa bela história
Vai perdendo a graça

Nada além

Nada tenho nas mãos
Que lhe possa ofertar
Nada além do meu eu
Posto que por si só
Ele não lhe satisfaz...

Sei bem que ocultas
O tremor que sentes
Quando o meu olhar
Encontra com o teu...
Mente, se desvia, finge...

Sei bem quem eu sou,
Nem tão pouco o tanto
Que eu lhe demonstro
Nem o tanto que sonho
Sou o que posso ser

Por isso não me culpe
Por eu não ser nada
Do que estereotipastes
Se eu for o que queres
Já não serei o que sou

Assim me fez o mundo,
Indomável como o vento
Nau sem rumo, sem porto

Percorro meu caminho
Apenas com meu destino
Em mãos e nada além

Se te amo desta forma
Estranha, desprendida
Se nem eu seu ao certo
Qual a sua real medida
Nem sequer compreendo
Ao certo seus contornos

Sou o eco que ecoa
No âmago da tua alma
Que arrepia tua pele
E se finda num suspiro...

Fecha os olhos e ouvidos
Eu também hei de fazer-lo
Seremos apenas a sombra
Amarga das memórias
Seremos tão pouco para
O monte que aparentamos

Seremos pouco, tão pouco,
Que seremos insignificantes
Que caem em esquecimento...

Ao fim

Assim eu vou pela vida
Em fragmentos no tempo
Como se me dispersasse
Pelas manhãs chuvosas
Pela bruma primaveril...

Assim transcorre a vida
Como um rio seguindo
Sempre o mesmo rumo
Se finda em meio ao vão
Como se delineia a morte
                        
Ao olhar para imensidão
Ver o doce céu estrelado
E saber que tudo retorna
A ser mera poeira cósmica
Derramada pelo universo

Assim é a vida, estranha
Que em plena ascensão
Ascende-se para a morte
E atinge toda a plenitude
Num esterno sopro esmo...

No trono dos deuses

Sinto o soar do vento
E a chuva escorrendo
Suavemente pela face
E neste sutil momento
Eu me sinto tão eterno

E mergulhando no mar
Sentir passar as ondas
O sol que aquece a pele
Neste brando momento
Sinto-me tão completo

Subo montes à noite
E ao olhar a lua cheia
Tão logo todo meu ser
Flama e magia emana
Sinto-me em plenitude...

E ao ter diante de mim
Este céu tão estrelado
O sutil canto do vento
É como estar sentado
No trono dos deuses...

Ode a Lisiatã

Ó Lisiatã senhora das dores
Por que me destes a chaga
Dos teus devassos amores,
Mata-me enquanto me afaga

Ó grã-senhora da aflição
Teu cabelo exala o fragor
Perverso da tua sedução
Raiz de todo o teu furor...

Ó rainha que varre a noite
Embalando-me em sabores
É no amanhecer é só açoite
O dia é saudades e temores...

Ó voraz rainha da escuridão
Nobre filha da lua e do vento
Gargalha com minha solidão
Deleita-se com meu tormento

A vós senhora eu amo e odeio
Para vós eu canto e maldigo
Derramo-me em teu nobre seio
E toda noite seu amor mendigo...

Ode a soberana das noites

É teu ó lua rainha da noite
A sutileza deste meu canto
Vós que no teu sutil manto

Envolve-me delicadamente
No canto dócil da tua brisa
Traz a mim toda tua doçura

Ó deusa de amor e de magia
Sim! Tu que pelas noites guia
E alenta meu coração ferido

Curvam-se ante ti as estrelas
Súditas fiéis da tua realeza
E aqui te cultuo à distância

São todas tuas as cantigas
Dispersas pelo anoitecer
Ó exuberante imperatriz!

Soberana será para sempre
Tua formosa luz na escuridão
Rainha de amor e de luxúria...

Disperso em mim

Como o vento que sopra
Soprou-se o meu amor
Agora sopra novo vento
Teu lugar em mim tomou

Assim tu vais passando
Como passam as nuvens
As noites, o dia, o tempo
E vai rumando para o vão

Passaste como tempestade
Que vai varrendo as ruas
Deixando as águas turvas
E se perde pelo horizonte

Agora tu és amor inerte,
Um pensamento sombrio
Que habita as madrugadas
Sombras de meu assombro

Meu ponto cardeal
Minha aurora boreal
Um amor quase real
Só um pedaço de mim
Disperso dentro de mim...

A tua busca

Deitei-me a luz do luar,
Sinto o tocar da bruma
Que se une à minha alma
E meus olhos se detêm
Ao me lembrar de ti amor

A chuva lava os campos
Teu vale de dóceis aromas
Transpõe no céu tua luz
E a ti minha alma se une
Num doce pensamento...

Assim te amo Cristina,
Bem mais que a distância
Que colocamos entre nós
Assim te amo menina,
Sem sombra de dúvidas,

Amo- te perto e distante
Em disfarces constantes
Assim como os ventos
Quem sabe sempre em fuga
Vou soprando a tua busca...

Manhã de outono

Ó doce manhã de outono
Em que me abrasa a alma
Vou passeando pela vida
Sentindo o soar do vento

Vou caminhando apenas,
Tocando as flores dóceis
Sentindo passar por mim
Doces sabores e fragores

Vejo numa flor teus olhos
Oh minha formosa amada
Suprema rainha do vento
Sutil senhora das manhãs...

Asperge em meu semblante
Uma lágrima se desprende
Despede-se e beija o chão
E faz flamar a vida em mim

És tu amor senhora da vida
És tu amor a deusa do fogo
Amor, beleza e sensualidade
Componentes da tua essência...

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia

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