28 de jul de 2011

Encerramento da 2ªOficina Inspiraturas–Dhenova

Parabéns Flávio O. Ferreira! Merecida a vitória, foram ótimos os poemas.

Parabéns a todos os participantes. Talento, criatividade, conteúdo, assiduidade foram características marcantes. Foi um prazer lê-los!

A proposta da oficina para avaliar é muito interessante, deixa muito à vontade o jurado para dar a nota que quiser a partir de suas impressões. Somos leitores que dizem o que gostam ou que não gostam a respeito de um poema, cada um com sua opinião, com seu conhecimento de mundo, com sua sensibilidade... e também com suas limitações. Então, peço desculpas aos participantes por qualquer erro de interpretação, estou engatinhando aqui...

O que mais curto, a cada oficina, é não saber a identidade dos poetas. Acho que sabendo de ‘quem’ vem fica outra carga, outra cara... e a idéia aqui não é esta, aqui é saber do teu leitor o que ele entendeu, ter o feedback... foi uma bela sacada!

A forma na poesia é muito importante para minha leitura, então peço perdão àqueles que dão asas a sua imaginação e deixam as palavras livres ao vento, isto também é válido. Mas numa oficina, como leitora, e também professora de Língua Portuguesa, algumas licenças poéticas não me caem bem. Sinto se sou uma chata. Aprendo sempre com vocês.

Agradeço ao Wasil pela oportunidade e pela confiança, espero ter correspondido à altura do projeto. E estarei aqui caso precise para a próxima rodada.

 

Dhenova

Encerramento da 2ªOficina Inspiraturas – Marisa Schmidt

Caros Oficineiros Flávio O.Ferreira, Rogério Germani, Marcia Castilho, Leh Lopes, Regina cnl, André Fernandes, "Tony Montana"

Quero primeiramente dar parabéns a todos pela rica participação e pelo empenho em fazer a cada rodada uma melhor apresentação.

Claro que ser o primeiro colocado é muito bom e gratificante, sinalizando que o poeta foi feliz em suas escolhas e no seu arquitetar poético e, é claro, merece nosso caloroso aplauso.No entanto, todos os demais também tiveram um excelente desempenho e a todos mando meus cumprimentos de leitora que ama poesia e que pode apreciar e aprender muito nessa edição.

O que me deixa muito feliz é que quase todos os participantes são queridos amigos poetas da NOP, com os quais "troco figurinhas" diariamente .Analisar seus trabalhos, sem identificá-los, mostrou-me a versatilidade de cada um.Não reconheci os meus amigos nos seus poemas e portanto fiz os comentários baseada tão somente naquilo que o poema me dizia no momento.

Quero que saibam que é muito mais difícil ser jurado que oficineiro, porque a cada poema eu ficava imaginando a reação do poeta ao ter sua obra dissecada por uma mera leitora.Elogio a gente sempre aprecia e recebe bem, mas as críticas, incomodam e aborrecem.

Quando leio uma poesia nas comunidades, num livro ou revista, tenho a reação normal de todo leitor: se gosto, se me toca eu elogio, colo, mando para outros.Se não gosto, simplesmente esqueço...

Aqui não funciona assim.Gostar ou não gostar carece de explicação e, como não há um roteiro, um manual (e nem deve mesmo ter nessa proposta) a gente escreve o que sente.

Peço desculpas se em algumas situações fui indelicada ou ignorante ao apreciar o tema; se fui muito chata ao criticar os erros de português, mas acredito que o bom uso da língua é básico para uma escrita agradável; se fui irônica em alguns comentários-característica que não consigo domar.

Mas quero que saibam que sou muito grata a todos pelo muito que me ensinaram( a Marcia, depois de despida a máscara de Campos&Espaço, deu-me uma aula sobre cummings-agradeço, querida!), pela beleza que me permitiram apreciar e, especialmente por terem no fazer poético uma generosa comunicação.

Parabéns e muito carinho ao mestre Wasil Sachruk pelo seu amor à poesia que faz com que dedique seu tempo e seu talento mantendo este espaço acolhedor e de tamanha qualidade.Obrigada pela imensa paciência com meus questionamentos.

Às colegas Dhenova e Luciana pela invejável capacidade e clareza nos comentários, meu muito obrigada.

Meu eterno reconhecimento por ter meu nome apadrinhando essa oficina.Sem falsa modéstia, não mereço tamanha honra.

Beijão a todos e até a próxima.

Marisa Schmidt

Encerramento da 2ªOficina Inspiraturas

A edição “Marisa Schmidt” da Oficina Inspiraturas foi, para nós, um novo sucesso. Superamos algumas deficiências encontradas na primeira edição (nossa gratidão aos amigos que enviaram seus feedbacks), ao passo que encontramos novas dificuldades. Mas a oficina é muito jovem e, decerto, estará melhor a cada edição.

Nessa jornada tivemos um número reduzido de adesões, no entanto, a qualidade média das obras parece ter surpreendido de forma positiva, visto que, mesmo com um número reduzido de participantes, mais autores alcançaram a fase final.

E o resultado é esse que pudemos acompanhar: o grandioso poeta Flávio Otávio Ferreira, mais uma vez, demonstrou a que veio. Sua poesia lírica e caprichada, resguardada na riqueza do léxico e no bom domínio das ferramentas de trabalho alcançou a primeira posição. Parabenizamos o poeta que tanto nos cativou com sua arte de alto nível.

É importantíssimo destacar as atuações dos poetas Rogério Germani, “Tony Montana”, Márcia Castilho, Leh Lopes, Regina cnl e André Fernandes pelo encantador desempenho. Todos imaginam a dificuldade de se resguardar a seriedade de um projeto veiculado pela internet, dado a imunidade que o anonimato confere. Contudo, a exemplo da primeira edição, tivemos um desempenho engajado dos autores oficineiros e isso garantiu o bom andamento do evento. A madura compreensão de que os jurados também estão “oficinando” é, foi e será fundamental para que todos aproveitem o processo e tenhamos o nosso sucesso. Assim, mais uma vez, o projeto Inspiraturas está gratificado, pois todos os participantes, na medida de suas possibilidades, aprenderam no decorrer da oficina.

Deixo minha gratidão àquelas pessoas parturientes e parideiras de poesia que deram luz a mais um evento da Inspiraturas: Luciana Del Nero, Dhenova e Marisa Schmidt, essas poetisas adoráveis que enquanto se expressam ensinam o mundo a amar a poesia e foram, cada qual do seu jeito, impagáveis. O envolvimento das poetisas/juradas com a proposta tem a notória força de coesão que inspira a continuidade da poesia na internet.

Em poesia livre tudo se pode, desde que resguardados os elementos que fazem a poesia ser poesia. Tudo o que é “livre” nasceu assim ou foi libertado. O primeiro caso não se aplica, vide a aristotélica Poética. Assim, a poesia pode percorrer a linha do tempo libertando-se de todos os grilhões, no entanto, jamais poderá libertar-se de si mesma. Essa essência reside nos sentidos melindrosos das leituras, que responde por quinhão gigante de sensações e significados. Poeta que é poeta de verdade escreve, publica e sabe que obra é libertina e vai se perder por aí. Quando a escrita é fecundada pela leitura é que a poesia ganha alma. E se o poeta é poeta, vai ouvir os ecos da poesia e incorporar a colaboração das leituras na peça artística. Quem oferta uma obra ao público deve se aperceber que sua necessidade de expressão deve alcançar a receptividade na leitura, senão, é mera exploração da boa vontade do leitor. Se o poeta considera a razão do leitor não vai despejar versos como quem urina em um penico. É essa a mensagem que o projeto Inspiraturas quer compartilhar com todos os que, como nós, são aspirantes à poesia.

Para os amigos que realmente gostam de ler e/ou escrever, tentamos favorecer um contexto criativo e oportuno. Gostamos do que fizemos aqui e queremos fazer melhor. Para tal, esperaremos um feedback dos participantes para que possamos utilizá-los nas experiências futuras.

Renovamos o convite para que participem da 3ª Oficina Inspiraturas.

Um brinde ao sucesso!

Wasil Sacharuk

21 de jul de 2011

O Projeto INSPIRATURAS

logo3ofO Projeto INSPIRATURAS

Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras não escritas que residem dentro de nós.

O projeto não tem finalidade lucrativa e aceita voluntários engajados na nova ordem da literatura nacional.

Coordenado por Wasil Sacharuk

A QUEM INSPIRATURAS SE DESTINA:

- A quem quer começar a escrever e não sabe como;

- A quem quer voltar a escrever;

- A quem procura novos temas, novos textos, novas ideias;

- A quem sente que o gosto pela escrita foi dilacerado pela escrita profissional;

- A quem quer “brincar com palavras” e usufruir o prazer da descoberta;

- A quem quer ler com uma nova perspectiva;

- A quem procura uma experiência criativa através da escrita.

- A quem ama a literatura em língua portuguesa.

O Projeto INSPIRATURAS

logo3ofO Projeto INSPIRATURAS

Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras não escritas que residem dentro de nós.

O projeto não tem finalidade lucrativa e aceita voluntários engajados na nova ordem da literatura nacional.

Coordenado por Wasil Sacharuk

A QUEM INSPIRATURAS SE DESTINA:

- A quem quer começar a escrever e não sabe como;

- A quem quer voltar a escrever;

- A quem procura novos temas, novos textos, novas ideias;

- A quem sente que o gosto pela escrita foi dilacerado pela escrita profissional;

- A quem quer “brincar com palavras” e usufruir o prazer da descoberta;

- A quem quer ler com uma nova perspectiva;

- A quem procura uma experiência criativa através da escrita.

- A quem ama a literatura em língua portuguesa.

feedback feedback feedback

FEEDBACK 1:

Quero registrar aqui a minha satisfação por ter participado de um  projeto tão interessante, como a 2ª Oficina Inspiraturas de Poesia Livre.
Foi uma experiência gratificante e inesquecível, sob todos os aspectos.
Gostei particularmente da proposta de "desenvolver escrita mais sensível, espontânea e livre" e "ler com uma nova perspectiva".
Tal proposta, porém, está em contradição com a a existência de amarras, regras, normas rígidas, dogmas literários etc. e distancia-se de um laboratório verdadeiramente criativo. Por isso, não vejo sentido na cobrança ou apego exagerado a padrões estabelecidos e formalismos (pontuação, vírgulas, o uso de maiúsculas etc.) como algumas vezes ocorreu ao longo deste evento.
A iniciativa da realização desta oficina é extremamente louvável. Não obstante, como "a perfeição é uma meta", considero importante tecer algumas observações, visando ao aprimoramento das futuras oficinas.
Em primeiro lugar, é necessário ter muita cautela na reprodução dos textos enviados, para que não haja alterações que possam prejudicar todo o sentido do poema. Às vezes, uma letra fora do lugar pode por tudo a perder.
Dito isso, acho importante lembrar que a poesia, muitas vezes, é uma obra aberta e pode comportar várias leituras diferentes ( até mesmo daquela que o autor imaginou ). Depois de pronto, o poema tem vida própria e o leitor é mais um partícipe de sua criação.
(…)
 
Argumentos da oficina:

Amiga oficineira, fico muito feliz que a oficina foi gratificante. Nossa proposta é justamente satisfazer as perspectivas de poetas que estão dispostos a desafiar os rumos da própria arte. E te parabenizo pela iniciativa e, sobretudo, pela participação.
Na oficina, cada jurado faz prevalecer seus critérios pessoais. É justamente isso o que desejamos, pois não queremos estar próximos a um padrão. Note a discrepância de opiniões entre os jurados nas avaliações levantadas. Desejamos essas leituras diferenciadas e não profissionais que podem, em virtude de suas qualidades, abarcar com uma gama de possibilidades que reproduzem a receptividade de leitores comuns. Alguns leitores não dispensam algumas formalidades como pontuação, ortografia, sintaxe perfeitas (me coloco dentre esses), afinal a liberdade de criação abraça a criatividade sem largar a mão da ferramenta. Os jurados não estão orientados a considerar tais aspectos, mas o fazem quando desejam. O compromisso é revelar o que “sente” em relação à obra, sem necessidade de critérios padronizados.
Como bem o dizes, o poema é uma obra aberta. E a oficina consiste um mais uma singular leitura onde engendra sua participação nessa obra. O interessante é que o autor pode se valer de impressões que podem ser relevantes para a consolidação de seu estilo considerando a receptividade que cada leitor tem em relação à forma, conteúdo e, também, o léxico utilizado. O jurado não precisa ter conhecimento da teoria literária e, também, não precisa alcançar toda a complexidade do léxico. É justamente isso que faz do jurado um leitor útil.
Procuramos preservar o formato dos poemas que nos são enviados, pois entendemos a importância da estética na poesia. Quando fomos alertados que havia um erro na forma do seu poema, fomos revisar e não o encontramos. Após algumas tentativas percebemos que se tratava de uma diferença de resolução de tela entre computadores ou, então, o zoom do navegador. Revisamos o poema postado em sete computadores diferentes e não apareceu o problema relatado em nenhum deles. Porém, quando aumentamos o zoom do navegador, algumas palavras ficaram entrecortadas. Assim, nas próximas edições, decidimos por acatar poesia concreta em arquivos de imagem, de forma que não prejudique mais o autor por diferenças de configuração dos computadores.
Agradeço imensamente tua espetacular participação e, sobretudo, ao feedback que muito colaborou para que reconheçamos nossas dificuldades, afinal todos aprendemos, indubitavelmente.

grande abraço
wasil sacharuk
 
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FEEDBACK 2:
 
Bom dia, Wasil
Antes de mais nada, gostaria de parabenizá-lo pelo engajamento com a arte. Aprendi muito com a troca de experiências literárias que esta oficina poética proporcionou. Mais ainda, aprendi a selecionar meus poemas de acordo com o público-alvo e melhor dosar meus estilos e palavras, dependendo da situação oferecida.
Quanto ao feedback, e para demonstrar minha gratidão pela oportunidade, deixo algumas sugestões para  a 3ª  Oficina Inspiraturas:
1°- Desde a primeira rodada até a penúltima, fixar o voto de apenas dois jurados e, principalmente, com alternâncias, para que cada oficineiro apresentado não fique "manjado".
2°- Pelo mesmo motivo dito acima, repassar apenas os poemas sem pseudônimos aos jurados. Depois de avaliados e notas já entregues, aí sim, colocar os pseudônimos na página da oficina.
3°- Deixar critério comum de notas para erros de português e concordâncias. Exemplo: um erro de português equivaleria à - 0.25 na nota do poema avaliado. Além de evitar discrepâncias no julgamento, os oficineiros veriam o quanto é importante uma revisão num texto literário.
4º- Na última rodada, é óbvio, continuaria valendo o sistema de o corpo de jurados avaliar todos os poemas desta etapa. Cada qual com o critério que melhor lhe aprouver.
 
Argumentos da oficina:

Caro oficineiro, fico muito contente com o proveito que tiraste da experiência.

Quanto às sugestões:
A primeira: inicialmente tentamos fazer dessa forma, no entanto, não conseguimos contar com a regularidade da participação de alguns jurados, daí, partimos para um esquema mais improvisado mas que garantia a imparcialidade. Na próxima, vamos tentar implementar tua sugestão.
A segunda: Muito boa sugestão. Isso fará com que tenhamos sempre uma semana de atraso na divulgação dos poemas, mesmo assim, creio que funcionará bem. Acataremos mais essa sugestão.
A terceira: essa fere a proposta do manual dos jurados. Cada qual considera o critério que aprouver. Por pura coincidência os jurados da segunda oficina foram exigentes quanto aos critérios linguísticos (dentre eles, duas professoras de LP). Eu, particularmente, não relevo os desvios linguísticos e nem a permissividade exagerada em nome da verve. Quem escreve para ser lido por outros deve respeitar a ferramenta que utiliza. Para acatar essa sugestão, precisaríamos “profissionalizar” a oficina e ter um linguista de plantão.
A quarta: é como fazemos atualmente. Tentaremos fazer com que todos os jurados avaliem todos os poemas na última rodada. Boa sugestão.
Agradeço muito esse feedback produtivo e fico muito feliz  com teu engajamento na proposta.

grande abraço
wasil sacharuk


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FEEDBACK 3:

Quero agradecer os jurados, e a belíssima organização da 2ª oficina inspiratura de poesia livre.
Tive a felicidade e a honra de participar desse evento maravilhoso, com ótimos poetas, e que para mim, foi muito proveitoso, e um grande aprendizado.

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FEEDBACK 4:

Quero agradecer aos organizadores da ificina e deixar aqui meu elogio a Mestre Wasil Sacharuk e aos demais participantes. Gostei muito de participar da oficina e quero parabenizar a todos.
Somos um grupo engajado no aperfeiçoamento da escrita. Confesso que sou interessada em exercitar o português essa lingua codificada, mas, o importante é me fazer entender.
Concedo permissão para divulgar meu nome , Já que não há nada mais gratificante do que ser reconhecida ou mesmo criticada quando somos verdadeiros.
Agradeço de coração o carinho e atenção de todos.

Regulamento da 3ªOficina Inspiraturas

3ª OFICINA INSPIRATURAS

INSPIRATURAS é um laboratório literário destinado a ser uma alternativa ao desenvolvimento da escrita poética por meio do exercício criativo. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos orientada para o incremento cultural na forma da troca de experiências literárias.

A proposta da OFICINA INSPIRATURAS é fomentar um canal para que os poetas possam submeter seus poemas à apreciação de um corpo de jurados e receber notas e críticas destinadas à obra. Não se trata de um concurso, mas sim, um laboratório para o incremento da criação escrita. Assim, a pontuação obtida pelos oficineiros, durante a oficina, espelhará o nível de aceitação das obras pelo leitor comum.

Os jurados serão habituais leitores de poesia e/ou poetas que colaborarão de forma voluntária e sem ônus para o laboratório. Os participantes não deverão esperar críticas profissionais e nem fundamentadas, pois tanto as notas quanto as críticas, atribuídas pelos jurados, serão de natureza subjetiva e deverão retratar a abstração do leitor e sua reação emocional face ao poema. O compromisso dos jurados voluntários é apenas o de atribuir uma nota de zero a cinco, avaliar um aspecto positivo e outro negativo de cada poema de forma honesta e imparcial. Cada poema receberá uma ou mais notas de jurados diferentes. Nos possíveis casos em que houver mais de uma avaliação dos jurados a um mesmo poema, prevalecerá a média das notas atribuídas.

Os jurados voluntários conhecerão apenas os pseudônimos dos autores, que terão suas identidades preservadas. O coordenador da oficina, Wasil Sacharuk, acolherá as inscrições, portanto, somente ele saberá a identidade dos participantes, no entanto, as guardará sob sigilo. Os pseudônimos escolhidos pelos oficineiros devem preservar o sigilo acerca da identidade e, portanto, estarão sujeitos à aprovação dos coordenadores.

A convocação para atuação dos jurados dependerá da dinâmica de classificação na oficina. Eles receberão um arquivo contendo a relação mínima dos poemas que devem ser avaliados, no entanto, são convidados a avaliar livremente, se possível, a todos os poemas das rodadas.

A DINÂMICA DA OFICINA

A oficina será desenvolvida em cinco rodadas. A freqüência de cada rodada é de sete dias. Semanalmente, será publicada no site OFICINA INSPIRATURAS, http://www.inspiraturas.com/, a proposta que norteará a produção do poema correspondente a próxima rodada, bem como as datas para a entrega das obras finalizadas.

Os poetas oficineiros que não entregaram os poemas propostos em data hábil, poderão continuar participando, no entanto, ficarão com nota zero na rodada em que houve atraso.

O autor que somar a maior pontuação será o vencedor da oficina. Se houver empate, será considerado vencedor o autor que obtiver a maior nota na última rodada.

Não haverá premiação ao vencedor, além da oportunidade de agregar valor à própria escrita, o compartilhamento de sua arte e o reconhecimento no nosso meio poético da internet.

Os poemas deverão ser INÉDITOS e produzidos para atender as propostas divulgadas nas datas previstas. O autor se compromete a não postá-los em outros espaços até o final do desafio, sob pena de desclassificação.

Os poemas deverão ser enviados ao correio eletrônico: academiadodiscurso@gmail.com, acompanhados do pseudônimo do autor, até as datas limite previstas na agenda da oficina.

O coordenador divulgará os poemas no blog da oficina, indicando apenas o pseudônimo do autor.

Os autores que chegarem até a última rodada estarão de acordo com a divulgação de suas identidades, após o encerramento da oficina, mediante prévia autorização no formulário de inscrição.

Os oficineiros desistentes durante o decorrer da oficina são convidados a continuar participando como jurados.

Aceitaremos, de bom grado, cortesias dos admiradores da poesia para compor uma possível premiação, as quais teremos prazer em divulgar em nossos espaços.

Inscreva-se, também, para ser jurado numa próxima edição.

Poderão ocorrer mudanças na dinâmica da oficina para otimizá-la, desde que não prejudiquem os autores e assegurem a imparcialidade. Esperamos encontrar nossas deficiências e colaborar de forma mais eficiente. Ajudem-nos a melhorar a OFICINA INSPIRATURAS. Envie suas opiniões, sugestões e críticas para academiadodiscurso@gmail.com.

Os interessados em participar poderão inscrever-se por meio do formulário eletrônico disponível no site ou, então, colar o texto abaixo numa nova mensagem de email, informar os dados e envia-los para academiadodiscurso@gmail.com

INSCRIÇÃO NA OFICINA INSPIRATURAS

Tipo de inscrição: ( ) autor oficineiro ( ) jurado voluntário
NOME:
e-mail:
site/blog:
Pseudônimo desejado:
Lê poemas? ( )nenhum ( )poucos ( )frequentemente ( )muitos
Escreve poemas? ( )nenhum ( )poucos ( )frequentemente ( )muitos
Gostaria de ser autor/colaborador no blog Inspiraturas? ( )sim ( )não
Você leu e está de acordo com o regulamento da oficina? ( )sim ( )não
Concorda em ter sua identidade revelada após o encerramento da oficina?
( )sim ( )não

MANUAL DOS JURADOS VOLUNTÁRIOS

1.Os jurados, após a leitura de cada obra, atribuirão uma nota de zero a cinco e tecerão dois comentários: um, apontando aspectos positivos, e outro, apontando aspectos negativos acerca da obra julgada. Se desejarem, poderão apontar mais elementos. Nos casos em que houver mais de uma avaliação dos jurados a um mesmo poema, prevalecerá a média das notas atribuídas.

2. Os comentários não necessitam de fundamentação teórica e nem técnica. Basta que os jurados avaliem a forma como são "tocados pela obra", considerando, para tal, os critérios que lhes aprouverem.

3. Os jurados deverão estar comprometidos em colaborar com os autores no desenvolvimento de suas escritas e, para tal, a idoneidade e a imparcialidade serão qualidades esperadas.

4.Os jurados previamente credenciados terão seus nomes divulgados, junto a um pequeno perfil de qualificações, no site da oficina.

5. Em virtude da finalidade não-comercial da oficina, os jurados concordam em colaborar sem qualquer ônus ao evento.

6. Esperamos dos jurados o compromisso com os prazos para entrega dos comentários. O cumprimento da agenda depende dessa atitude. Caso não seja possível, solicitamos que o jurado comunique a coordenação com a maior antecedência possível.

MANUAL DOS AUTORES OFICINEIROS

1. Os autores oficineiros terão o compromisso de produzir um poema por semana atendendo a agenda da oficina.

2. Os autores oficineiros deverão atender as propostas designadas a cada rodada, as quais serão divulgadas com, no mínimo, seis dias de antecedência no site da oficina.

3. Os autores oficineiros deverão enviar a obra finalizada dentro do prazo estipulado na agenda da oficina.

4. Os autores se comprometem a não questionar as avaliações dos jurados voluntários (é interessante a leitura do manual dos jurados).

5. Dado o caráter meramente cultural do evento, os autores reconhecem que não têm direito a qualquer pagamento ou premiação por sua participação.

6. Os autores autorizam a publicação dos comentários dirigidos aos seus poemas, advindos dos jurados e de leitores autenticados no sistema google/blogspot.

7. Os autores que chegarem até a última rodada concordam em ter sua identidade revelada ao final da oficina.

MANUAL DA COORDENAÇÃO

1.O coordenador tem o dever de proceder a triagem das inscrições e se compromete a guardar absoluto sigilo acerca da identidade dos autores, que usarão pseudônimos.

2. O coordenador deverá fazer com que os prazos agendados sejam cumpridos.

3. O coordenador prestará as informações devidas a todos os participantes.

4. O coordenador tem o direito de excluir a participação de qualquer autor oficineiro ou jurado voluntário no decorrer da oficina, desde que fundamentado em aspectos comportamentais.

5. Se houverem cortesias ou incentivos de parceiros do evento que possam ser distribuídas aos participantes a título de premiação, o coordenador deverá procedê-lo.

2ª Oficina Inspiraturas – planilha de evolução

OFICINEIRO 1 2 3 E.I. 4 5 6 E.F.
01 Flávio O. Ferreira 4,50 5,00 4,75 14,25 3,87 4,25 5,00 13,12
02 Rogério Germani 3,00 4,83 4,25 12,08 4,65 3,75 4,50 12,90
03 Leh Lopes 4,50 4,35 2,85 11,70 4,80 4,05 3,05 11,90
04 Márcia Castilho 3,66 3,83 3,75 11,24 3,75 3,80 4,48 12,03
05 André Fernandes 3,50 2,66 4,90 11,06 4,25 3,37 3,47 11,09
06 "Tony Montana" 3,16 4,80 3,00 10,96 4,75 4,87 3,00 12,62
07 Regina cnl 3,83 3,08 3,75 10,66 4,25 3,37 3,80 11,42

2ªOficina Inspiraturas – as provocações

RODADA
PROVOCAÇÃO
1ª – fase inicial A melhor Idade
2ª – fase inicial Poesia Imagética
3ª – fase inicial Poesia do Cotidiano
4ª – fase final Sinestesia na Poesia
5ª – fase final O Tempo
6ª – fase final Intertextualidade na Poesia

19 de jul de 2011

6ª rodada - Fugaz amor de Capitu

Fugaz amor de Capitu

Sob a penumbra das velhas esquinas
                         [e páginas
Capitu se insinua
tão bela tão feminina
quanto rosa ungida em orvalho

De seus lábios, sussurros luzem
provocam luxúria
vivos desejos que atiçam homens
cobiças
contendas
erupção em aflitos corações escravos

Miragem que se dissipa,
Capitu se vai ao vento
sem deixar para trás palavras ou vestígios

Volta ao tempo dos sonhos
místico enigma
enquanto desconsoladas ficam as almas órfãs
                                [de sumarentas paixões
feito nuvens perdidas
na incessante busca por águas represadas nos olhos.

                                                                        A Voz do Vento

17 de jul de 2011

6ª rodada - Outras Confidências

Outras Confidências

Não sou funcionário público,
Tampouco tive gado, ouro e fazenda.
Na parede, nenhum retrato
Resgata-me da profusão sentimental
A inflar saudades em meu peito.

Vivo submerso em sonhos e retalhos,
histórias e improvisos;
a tristeza aqui dentro instalada
é amálgama de ferro corroído.

Se eu trouxesse todas as prendas exemplares,
Todas as notas de canções já esquecidas
Transmutava essa tristeza descerrada
Em completa explosão de alegria,

Mas, por hábito, abracei o sofrimento,
isolado mergulhando em noites brancas,
de outros tempos da vida erigi lembranças
que se esvaem simplesmente em contradança

De tão porosa a alma está incomunicável,
ferido o orgulho
maquiado qual ferrugem
de tanta mágoa
me encerro em outra pauta
escrita apenas da alegria que em falta.

Angelus Condor

6ª rodada - Sem Limites

Sem Limites

Absurdo é querer-te assim
Como um mendigo na chuva, querendo comida
Sentir a dor de cada segundo do tempo sem ti
Rosa sem florescer.

Falaste sujeira pra mim
Me pisaste, chorei
Te quero, cegamente, sem fim
Meu querubim, meu diabo.

Por vezes imploro perdão
Sem mesmo ter pecado, na cruz
Tu enfias os pregos em minhas mãos
Grito pra todos e tudo...
Te amo e te peço perdão.

Tony Montana

6ª rodada - Sorte no Jogo

Sorte no Jogo

Mãos trêmulas
veias à mostra
cada toque
uma pausa tensa
num espiral
de emoção

aflito, ansioso
espero o momento
final da exposição
uma certa vergonha
me toma de assalto

O quê faço ali?

Nos dedos longos, no entanto
um em riste
'Não há o que temer, menino
terás sorte no jogo'
a mulher velha me diz

Tolo, acredito
esqueço o adágio
e me toco pra casa da Cleide
marido no trabalho
cama pronta, só prazer...

Entro pela janela
Pobre de mim...
encontro ele, não ela
Ai... é o fim.

Alegrah

6ª rodada - Na trilha de Carlos

Na trilha de Carlos

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
e outra e outra e mais outra...
Formações rochosas
Obstáculos, montanhas
Paredões intransponíveis
em todas as direções
O tempo urge, pressiona
Prende, entumece
A vida é dura
Pálida, sem cor, emudece
Não suporto mais as amarras
Do compromisso
Não aguento mais a hipocrisia mundana
Liberdade é o que eu quero!
Transgrido essa vida insana
Derreto meus relógios
Na tela de Dali
Corro em busca do tempo perdido
Desejo desesperadamente
A surpresa do inesperado
e as ilusões à toa

Campos & Espaço

6ª rodada - Pronto nasceu!

"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia Tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamara de Macunaíma" Mario de Andrade

Pronto nasceu!

Macunaíma, herói de nossa gente?
paradigma do melhor da boca suja
feio, sem caráter e “preto” ressoado
preguiçoso sempre foi e nunca plangente

Ai que preguiça! Filho da “valentia”
sua bravata era tanta, que logo gabava
caçava saúva, matava tardia
filho do medo da noite, sua coragem “cagava”

Pariu “bonito”... Tão lindo quanto à noite
e o medo aplacava o silêncio sepulcral
Uraricoera, a índia, gritara! Pariu o Mal
bem! Macunaíma, herói sem ser normal

Sua meninice foi uma grande moleza
xingava e “trepava”, em cima da rede
sonhando imoralidade, falando besteira
sua grande destreza era o vintém! Sua sede

Quem diria que a noite, um dia pariu
a criança mais “bela”, e logo partiu se uniu
no alto da grande e imponente lua adiante
sua luz alumia a estrela maior e pujante

Maquiavel

7 de jul de 2011

6ª Rodada - “Intertextualidade na Poesia”

Intertextualidade: Paráfrase e Paródia


Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualidade.
Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas idéias da obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia.

Paráfrase

Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a idéia do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23):

Texto Original

Minha terra tem palmeiras




Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.

(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paráfrase

Meus olhos brasileiros se fecham saudosos




Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!

(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).

Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas idéias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal.

Paródia

A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos  da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, freqüentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia.

Texto Original

Minha terra tem palmeiras




Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.

(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paródia

Minha terra tem palmares 
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).

O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
Outro exemplo de paródia é a propaganda que faz referência à obra prima de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa:
Referências
SANT’ANNA, Affonso Romano de. Paródia, paráfrase & Cia, 7.ed. São Paulo: Ática, 2000.
Compilado de:



Salomé

Cansei de tanta coisa
inacabada
sentir amor
e ser só, apaixonada

Cansei de tanto trago
goela abaixo
sentir dó
e ser sempre errada

Cansei de tantas mentiras
tolas, fantasiosas
é só ver como sou
e abrir tua porta

Cansei de tanta futilidade
agressões descabidas
são tantas as bobagens
que me pego até aflita

Cansei de te dar amor
e receber mágoa em troca
agora quero tua cabeça
numa bandeja de prata.

"Quero a vida num leque
escolher o remédio
pra doença certa
quero a casa fechada
enluarada
e te provar
em pequenos pedaços
quero a sina
marca cortada a faca
ser teu sol
e madrugada..."

Dhenova

 
Dhenova apresenta em “Salomé” uma clara intertextualidade que encontra referência no mito bíblico de Salomé. O desafio do autor oficineiro, nessa última rodada, é escrever um poema que personifique alguma entidade originária de textos consagrados. Entregue o poema finalizado até o dia 12 de julho.
 
Boas inspirações!

5ª rodada – Utópico tempo

Utópico tempo

Disseram-me para dar tempo ao tempo
O mesmo passou...

Sóis e luas, estações, os anos
Rugas, cabelos brancos.

Perdi alguns amigos
Ganhei alguns zunidos.

Não soltei pião
Nunca aprendi violão
Jamais namorei de mãos dadas
Tampouco chutei latas.

Perdi praias e cachoeiras
Ganhei cataratas.

Dar tempo ao tempo?
Eu o fiz...

E ainda não fui feliz!

Tony Montana

5ª rodada – Varal do tempo

Varal do tempo

Deixe que o tempo navegue em nós
seus poéticos remos,
sua voz de pássaro preso em relógios.

Leve-o em tecetura de versos mecânicos,
na fluidez dos anos
e suas águas sanativas escoando nossas dores,
lavando nossos olhos em perenes orvalhos.

Permita que o tempo nos molde por dentro,
cinja nossos corpos e almas em mutantes sonhos
e, nos varais ao vento, seremos humanas colchas de retalhos
acenando nossos melhores trajes
de floridas alegrias e perfumadas esperanças.


                                                                                   A Voz do Vento

5ª rodada – Divino e cruel

Divino e cruel

Esse tempo que tanto “devora”
Que percorremos e consumimos
Grandioso momento da vida
Que passa e passa
Na efemeridade de nossa existência

Esse andamento divino e “cruel”
Destinado ao sono perene
Desde o nascimento terreno
Cuja jornada, escreve vivendo
Desaparece, Finda e esgota

E o tempo registra nossa chegada
Testemunha nossa vivência
Resoluta nossa saída

Maquiavel

5ª rodada - Atemporal

Atemporal

Poemas escreviam
na tessitura das manhãs
manhas instigando sonhos
florescência inquietante
inquirindo desafios

Poemas escreviam
na casca de árvores envelhecidas
profusão de ecos e silêncios
um hino ressoando livremente
nos confins dos tempos

Poemas escreviam
nas gotas escoando imprecisas
imprevisíveis memórias crescentes
se expandem latentes
arrastadas ao vento

Poemas escreviam
na imponderável simultaneidade
eventos circunscritos na pele
marcas rudimentares
mapeavam os vincos
do tempo

Poemas escreviam
na vertiginosa soleira:
poeira assentada
na funda ampulheta.

Ângelus Condor

5ª rodada – Temp (oralidades)

                                                                                    Temp (oralidades)

Temporaria
                        MENTE
                     
                                                 Pensei
                                                                       Na passagem do tempo

senhor absoluto
                                                        DO ACASO
                                                                                Invenção  Humana
tentativa  insana
                                                           De desvendar, explicar
A função do aleatório
                                               Do intraduzível

razão, motivo, sentido
                                               Surgido na aglutinação do
                                                                                                                     CAOS
                                               ENIGMA SEM SOLUÇÃO

restando apenas agradecer
                                                  a contemplação
                                                                                  da graça do VIVER

Esgotando a existência
                                                                 No gozo pleno

da                                             transitoriedade           do                SER



Campos & Espaço
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