Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

28 de jul de 2011

Nada além

Nada tenho nas mãos
Que lhe possa ofertar
Nada além do meu eu
Posto que por si só
Ele não lhe satisfaz...

Sei bem que ocultas
O tremor que sentes
Quando o meu olhar
Encontra com o teu...
Mente, se desvia, finge...

Sei bem quem eu sou,
Nem tão pouco o tanto
Que eu lhe demonstro
Nem o tanto que sonho
Sou o que posso ser

Por isso não me culpe
Por eu não ser nada
Do que estereotipastes
Se eu for o que queres
Já não serei o que sou

Assim me fez o mundo,
Indomável como o vento
Nau sem rumo, sem porto

Percorro meu caminho
Apenas com meu destino
Em mãos e nada além

Se te amo desta forma
Estranha, desprendida
Se nem eu seu ao certo
Qual a sua real medida
Nem sequer compreendo
Ao certo seus contornos

Sou o eco que ecoa
No âmago da tua alma
Que arrepia tua pele
E se finda num suspiro...

Fecha os olhos e ouvidos
Eu também hei de fazer-lo
Seremos apenas a sombra
Amarga das memórias
Seremos tão pouco para
O monte que aparentamos

Seremos pouco, tão pouco,
Que seremos insignificantes
Que caem em esquecimento...

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