Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de Escrita Literária - POESIA - on line

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Despertar poesia - Inspiraturas
vivências de poesia para iniciantes e amadores
com ênfase na escritura de poemas
exercícios lúdicos e práticas de escrita criativa
subsídios teóricos para a produção de poemas autorais
incentivo à troca de experiências, impressões e sugestões
acompanhamento da produção e dos resultados
Às segundas-feiras, 19:30h até 22h na Casa do Poeta Inspiraturas - Pelotas RS
início em junho. Apenas oito vagas - 70$mês
www.inspiraturas.com
whatsapp 53991212552
oficinainspiraturas@gmail.com

16 de out de 2011

3ªOficina - 2ªrodada - Contra a corrente


Contra a corrente

Eu que não sou moderno
Nem sou mordomo,
Apenas o dono
De preguiça infindável
Compreendo o tema
E me prendo nas travas
De versos vazios
De compreensão.

Meu libelo, livre e liberto
Arrefece ancorado no medo
Sou eu o covarde
Medíocre serpente
A arrastar-se na sombra
Contraditória
Esgarçando-me no frontispício
Da memória

Oh céus!
Oh vida louca!
Arrebatamento que me envolve.
Rompante de loucura e medo.

O que diz em mim
O que me comove
O que me circunda
E se alastra em meu intimo
Nada mais que o silêncio
Nada mais que o desejo
De permanecer calado
À sombra da noite

Oh céus esparsos!
Sou eu o covarde!
Rasgando o véu
Que encobre meu mundo!
Contrafeito
Aos homens ousados
de boa vontade.

Tangerina Urbana

3 comentários:

  1. Contra a corrente mostra um fluxo de consciência interessante. E como tal, pode-se esperar singularidades quanto à exploração do conteúdo e do léxico. Entretanto, não capturei a função semântica de "moderno" e "mordomo". Talvez se respalde em alguma intertextualidade ou referência mental que não alcanço.
    De resto, o poema se assegura num bom estilo, boas escolhas e, o que mais gosto, no ritmo.
    Loucura e medo sempre servem bem a um solilóquio.
    É um bom poema.

    Nota 4,0

    Wasil Sacharuk

    Eu que não sou moderno
    Nem sou mordomo,
    Apenas o dono
    De preguiça infindável
    Compreendo o tema
    E me prendo nas travas
    De versos vazios
    De compreensão.

    Meu libelo, livre e liberto
    Arrefece ancorado no medo
    Sou eu o covarde
    Medíocre serpente
    A arrastar-se na sombra
    Contraditória
    Esgarçando-me no frontispício
    Da memória

    Oh céus!
    Oh vida louca!
    Arrebatamento que me envolve.
    Rompante de loucura e medo.

    O que diz em mim
    O que me comove
    O que me circunda
    E se alastra em meu intimo
    Nada mais que o silêncio
    Nada mais que o desejo
    De permanecer calado
    À sombra da noite

    Oh céus esparsos!
    Sou eu o covarde!
    Rasgando o véu
    Que encobre meu mundo!
    Contrafeito
    Aos homens ousados
    de boa vontade.

    Tangerina Urbana

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  2. Se entendi direito, os dois primeiros versos fazem contrapeso para a singularidade do narrador

    moderno=liberal
    mordomo=servir

    Baseado, do começo ao fim, na apresentação de sua diferenças com o mundo ao redor, o autor recheio seu poema com cores de loucura e um ritmado silêncio íntimo, apoio aos seus medos.

    O resultado é um poema agradável, aprazível aos olhos.

    Nota 4,5

    Rogério Germani

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  3. Bom trabalho, digo que pronto, singular fugaz ao condicional onde assume sua bela postura.

    Nota 5,0

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