Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

Oficina de escrita literária Inspiraturas - o fim da página em branco - A ti, que ainda acreditas na escrita, em especial a Poesia, como ...

23 de out de 2011

3ªOficina - 3ªrodada - Glórias aos Mártires


Glórias aos Mártires

Gritem alto, gritem gloria,
Sendo sérios,
Sejam honestos nesta hora.
Glorifiquem os mártires vivos,
Bendigam os corações ardidos,
Proclamem a sabedoria
Dos donos da terra,
Senhores de nossos dias!

O tempo, o vento,
A saudade, a verdade,
O relento, o arrebento,
A sagacidade, a felicidade.
Plagiem as mesmas histórias,
Murmurem os acontecimentos,
Mas não deixem sair da memoria
Os heróis de nosso tempo.

Índio Galdino,
Chico Mendes,
Retrato de um povo
Sem lei, sem vez,
Sem voz, nem talvez.
Terra entregue aos covardes,
Viva os poetas da humanidade,
Cancioneiros.
Viva os mártires vivos,
Viva os desafios, viva nossa sociedade!

Tangerina Urbana

3 comentários:

  1. "Glória aos Mártires" é um forte clamor social, quase hino de movimentos ufanistas.
    Digo quase, pois ocorrem diversos trechos confusos no seguimento da idéia. Exemplo:

    "Proclamem a sabedoria
    Dos donos da terra,
    Senhores de nossos dias!"

    Quem seriam os donos da terra? Índios?Sertanistas? Latifundiários?
    A pista "Senhores de nossos dias" nos remete a grandes grupos poderosos(fazendeiros,políticos...). E, pelo o que sabemos, estes nunca foram sábios e, sim, "safos".

    Outro exemplo:

    "Terra entregue aos covardes,
    Viva os poetas da humanidade,
    Cancioneiros."

    Se os covardes herdaram a Terra, inútil será tentar convencê-los de admirar/seguir os poetas idealistas.

    Vale pela defesa dos nomes de Chico Mendes e Índio Galdino.

    nota 2,8

    Rogério Germani

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  2. Bom poema,dentro do proposto acredito e respeito este como tal qual situado.
    Injusto seria eu se divagasse posturas em regras, se aqui dei ao homem a liberdade de se colocar, pensasr por si mesmo, (causa essa pela qual me dedico e louvo).
    Nota: 4,6

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  3. Considerações:
    Poema social, a meu ver, não pode embalsamar palavras nem sentidos, pois, implícita ou explicitamente, ele tem que definir seu(s) alvo(s) com dureza e perspicácia.
    ‘Glória aos Mártires’, no todo, é agradável de se ler e talvez eu o visse como um bom poema se não houvesse a exigência temática, pois, em relação a esta, ele me parece meio evasivo.
    No curso da 1ª estrofe parece haver transferência do foco, de um alvo oprimido para um opressor; e a 2ª, apesar de igualmente bem encadeada em termos de som e ritmo, parece meio vaga no que tange ao tema, enquanto que a 3ª inicia definindo alvos, mas finda em outra divagação meio forçada.
    Obs.: “memória” e “glória: proparoxítonas, continuam tendo o acento.
    Um poema razoável. Nota 3,6

    Mailton Rangel

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