Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

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8 de nov de 2011

3ªOficina - 5ªrodada - Rangido das correntes


Rangido das correntes

Rangido das correntes
vai e vem da madeira
Pernas balançam rentes
pés que roçam areia

No balanço da praça
menina desafia lembranças
No alto, sol no rosto
sorriso, covinhas e ânsias

Vestido de corações
brancos e vermelhos
Cortes sem direções
riscados nos joelhos

No largo, busto exposto
do general da guerra
Todo seu pressuposto
cruel  ideal encerra

Mortes, ambições
pretas e brancas
Despidas de emoções
marcadas em âmbar

Rangido das correntes
vai e vem da madeira
Pernas balançam rentes
pés que somem na areia!

PENÉLOPE DE ÍTACA

3 comentários:

  1. Apesar do título “pesado” e dúbio- interpretei como fantasmas de guerra que nos perseguem e como o som do balanço- o poema “Rangido das correntes” é cândido.
    O olhar do eu-lírico sobre a criança se divertindo na praça é leve e sonoro. Gostei da inocência traçada na menina que ignora o passado e ri solta na vida.

    Nota 4,2

    Rogério Germani

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  2. O titulo poderia ter se sintetizado em favor do sentido geral da obra, tal como foi colocado deformou o andar do restante do poema.
    Nos três primeiros versos entramos em um temppo de escravidão com tudo que vemos em histórias de épocas tais,
    Quarto e quinto verso nos situamos em épocas de querra, também com todos seu visuais, o último nada a falar visto que se repete. Franca descrição de fatos.

    Nota: 3,5

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  3. O som foi o que mais gostei.O poema parece uma canção. O título remete a uma outra proposta, logo, foi uma surpresa.
    Lindas rimas e imagens.

    Nota 4,5

    Wasil Sacharuk

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