Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

6 de dez de 2011

A quem importa agora


A quem importa agora


Aqui onde jaz a luz
Deste amanhecer
Meu peito corta
A saudade que supus
Há tempo estar morta...

O que nos importa
Agora o quanto
Estamos distantes
Se mesmo quando perto
Meus lábios jamais
Puderam lhe falar
O que precisava ser dito

Diga-me o que importa
Agora à distância?
Seeu nunca pude chegar
Chegar perto o bastante
Pra me sentir seguro e falar
Das coisas do coração
E o que se pode falar agora
Em que o único sentido
Parece não fazer sentido algum.

Há muito tempo espero
O arrebol colorido
O eclipse no olhar,
O brilho no sorriso
E o que você me permitiu
É apenas um sonho
Que nunca vem...
Quanto tempo numa vida
Curta se pode esperar?

O horizonte pra nós
É uma linha tênue,
Uma quimera
Um tempo que jamais
Encontra-se...

Você nunca deixou
Eu lhe falar,
Você nunca deixou
Eu me aproximar
Você nunca
Deixou-me saber
Você nunca quis
Que eu tivesse lá...

O que importa
Que estejamos
Distantes agora?
A quem importa
Tudo isso agora?

Você é como o sol
De um dia nublado,
Não posso te ver,
Não posso te tocar,
Apenas sei que está lá
Tão perto quanto distante
Sempre no mesmo lugar...

E quando sou noite
E me assombra a solidão
Espero que tu sejas um raio
A cortar o meu horizonte
Mas é duro o acordar
E ver que o tempo
É cada vez mais cruel
Pra quem está a esperar...

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