Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

Oficina de escrita literária Inspiraturas - o fim da página em branco - A ti, que ainda acreditas na escrita, em especial a Poesia, como ...

30 de jan de 2012



QUANDO CAIU A FICHA


Encontrei no patamar da minha vida

Uma janela fechada.

Uma sucessão de estradas

Sem saídas

Um jarro sem água

sem flores...

café

fraco

sem açúcar

Estou do outro

lado

do rio

sem ponte

sem fio

para

desprender-me

da falta dele

em tudo .


Ana Maria Marques

28 de jan de 2012

Escorrência

Escorrência

Poesia é um tinteiro derramado
É onde o coração toca o papel
É o interior que escorre alado
Conceito pintado num pincel.

Sentimento que grita e silencia
Poesia é um tinteiro derramado
É força em chama que gerencia
As cordas do coração acordado.

É letra; Um verbo despontuado
Simples, um possível escrever
Poesia é um tinteiro derramado
Um impossível que se pode ler.

Poesia, respiração de sentimento
O ser por inteiro na folha jogado
Tudo de dentro ateado com vento
Poesia é um tinteiro derramado!
Raquel Ordones
Uberlândia MG 27/01/2012

27 de jan de 2012

Encerramento da 3ªOficina de Poesia

Concluímos a terceira e última edição da Oficina Inspiraturas de Poesia Livre, na qual tivemos a sensacional poetisa LUCIANA BRANDÃO CARREIRA DEL NERO como vitoriosa.
Mais uma vez, a oficina se desenvolveu em ambiente colaborativo, com oficineiros talentosos, revelações e gratas surpresas.

O valor de tudo isso aqui somente o futuro poderá dizer, no entanto, desde já percebo o quanto a mim fez diferença, desde o desenvolvimento da escrita ao pessoal.

A partir de agora, o projeto Inspiraturas encerrará as oficinas virtuais. Precisamos de mais voluntários para seguir com a proposta, no entanto, estes estão muito raros.

Parabéns a todos os participantes pelo desempenho notável. Espero que a oficina tenha acrescentado algo valioso a vocês.

Parabéns Luciana Del Nero e o seu desfile de talento.

Agradeço imensamente o carinho com que todos trataram esse contexto, sobretudo, aos jurados voluntários: Rogério Germani, Mailton Rangel, Dirce dos Santos e Vera Aguiar, que nos favoreceram com suas impressões. A poesia ainda resiste nessa frouxidão cultural graças a devoção de poetas como vocês.

Somos vitoriosos.

Wasil Sacharuk

26 de jan de 2012

MEU TECLADO

Um amigo quase salvou meu mundo
Caído
Absurdo
Tirou da minha pele o medo .

Deixou meu vazio de vidro
Preenchido em lindo quadro
Deu uma luz na realidade
Teclei sem letreiro na parede .

Algumas folhas das conversas
papos
ficararm nas lembranças..

Da minha tela
janela
Olho o teclado , absorto .

Ana Maria Marques
Janeiro /2012

24 de jan de 2012

Faces de uma saudade

No peito faces de uma saudade
De um tempo que eu fui feliz :
Lua , alegria , contato , claridade
Chama ardente de um amar aprendiz .

Tu e eu tínhamos uma amor verde
Sem caminho feito em bissetriz
No peito faces de uma saudade
Fua tua na cama sem ser atriz .

Por isso , amor , tu não me conhece
Ainda não fiz tudo o que o corpo diz
O amor bate forte , aquece
Esse desejo por um triz
No peito faces de uma saudade .

Ana Maria Marques
Janeiro /2012


Húmus da terra

Quando entra o mês de Janeiro
no sertão Nordestino
quem tem roçado
sofre
sem compaixão
Sem chão
molhado
sem previsão
de chuva
sem milho
feijão
há apartação
Vive o sertanejo
de barriga vazia
louvando ao Padim
Ciço
mais húmus
para terra
pedindo um céu
cinzento
e ouvir
um trovão .

Ana Maria Marques
Janeiro /2012



QUANDO A VIDA CALA

Vejo o céu cinzento
sem tom
sem cor
Pinto
Repinto
uma nova aquarela
para mim
A vida é tudo
apesar das marcas
arranhões
cicatrizes
Outra força
inunda
meu
coração
Faço
um
caminho
de flores
Sepulto
uma semente
perdida
sobre
a terra
- O sol faz
o milagre
de um
novo
dia
para
Ana
Maria .

Ana Maria Marques

5 de jan de 2012

Brinde

 

                       

                                                                                                              B

                                                                                                                R

                                                                                                                   I

                                                                                                                     N

                                                                                                                        D

                                                                                                                           E

Pelos momentos em que nos conhecemos

Pelos momentos em que nos enlouquecemos

Pelos momentos em que suprimos nossas carências

Pelos momentos em que enxugamos nossas lágrimas

Pelos momentos em que parecia que éramos coniventes

Pelos momentos em que nos chamamos de caras de pau

Pelos momentos em que nos amamos olho no olho

Eu suplico definitivamente minha silenciosa

Não presença em seus momentos

De coração apertado

Mesmo

Sem ter

Razão. Tintim!

 

 

 

Paulo Roberto de Ataíde - Paulo D’Athayde

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