14 de out de 2012

DHENOVA & WASIL SACHARUK - A Espera

"Débora acorda assustada ao ouvir o som estridente do telefone. Uma voz desconhecida pergunta se ela conhece um tal de Sandro Morales. Débora vê o rosto de Sandrinho, amigo de infância, parceria de festas. Andava sumido. Mas ele era assim mesmo. Passava dias trancado em casa. Não saía. "O quê?" Débora pergunta em voz alta... "Não" Débora murmura... ao fundo, a voz metálica desconhecida diz... 'overdose'."

A Espera

Que eu me renda não espere 
Não lembre da chuva amena
Não espere que eu seja doce
Não queira me dizer onde está o sol

Não espere que eu aceite
Não sinta pena nem dó
Não espere que eu me acalme
Não tente explicar

Não, não sinta nada
Não espere que eu mude
Não espere a doçura
Não, não há chuva que resista ao vento frio

Lá, atrás do monte
Está escondido um tesouro
Feito sob cruzes de prata
O anel de vidro
Mãos que se juntaram
Lá, é lá atrás do monte

Lá, é lá atrás do monte
Que está escondido um tesouro
Feito sob cruzes, sob cruzes de prata
O anel de vidro, mãos que se juntam
Lá, é lá atrás do morro, do monte azul

Não, não sinta nada (como sempre)
Não espere que eu me mude, ou simplesmente mude
Não espere a doçura (no rosto de pedra?)
Não, não há chuva que resista ao vento, ao vento frio

Não, não espere que eu aceite
Não, não sinta pena, não sinta dó
Não, não espere que eu me acalme
Não, nem sequer tente explicar 

Que eu me renda não espere
Não, não lembre da chuva amena
Não, não espere que eu seja doce
Não, não queira me dizer por onde anda o sol

Por onde anda o sol?

DHENOVA - voz e poema
WASIL SACHARUK - música e execução
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