Queremos o fim da página em branco. No projeto Inspiraturas, exploramos estímulos muito diversificados que têm no grupo a base fundamental. Daí, podemos treinar e desenvolver uma escrita mais sensível, espontânea e livre. Uma forma lúdica de derramar as palavras ainda não escritas.

27 de mar de 2014

Entregue a Poesia



Entregue a Poesia

A manhã ainda reverbera silêncios, quando meus olhos se entediam dos sonhos. Vai ver é ela! este ser a quem sou submissa e escrava, que me tira dos lençóis sem qualquer piedade, e fingindo um amor ironicamente eterno me carrega pelos vãos da casa até o ponto de partida.

Fica esperando o tênue instante do voo, senta ao meu lado e só observa este transe. Eu já não reluto, sinto-me entregue e incapaz de nega-la seus desejos e vou com ela até as altas horas e despenco de nuvens e subo até os anéis de saturno. Rodopio os buracos negros de sua inexatidão e afago os rostos nublados das pontes sonolentas.

Algo caiu lá fora, uma folha suicida provavelmente, mas as notas que me tomam a mente e que em cordas se fazem e refazem não me permitem ir ver o que foi, neste instante sou só água de rio, frio e obstinado sigo meu caminho de atalhos, ouvindo ao longe este sax que parece desenhar brilhos na lâmina d'agua de mim. Enquanto as guitarras arranham minhas saudades com toques suaves e a lua sorri.

Ah...esta doce tirana! sábia que é de meu amor, não retrocede um só milímetro de seu intento de me esvaziar, rasga minha pele com garras afiadas, me vê sangrar, e posso ver em seus olhos um prazer absurdo! fica ali estática aproveitando cada segundo de meu liquefeito fenecer em linhas. Depois, costura-me ou me deixa assim escancarada caso o sol venha antes do meu sono, enfim ela sempre faz o que quer de mim.
Há dias em que desconfio que em minhas veias correm outra coisa e não sangue. E que em minha pele interna tem de haver papiros antigos, quem sabe escondido entre as costelas e a coluna vertebral haja um armário, um cofre...não sei.

É, são nessas horas silenciosas que vão saboreando a madrugada favo á favo, e os favos derretem na língua como algodão doce, que a olho no fundo das retinas e percebo mais de perto seus mistérios e difusas intenções . Sua alma é muito intensa e há instantes em que sua luz incendeia tudo por aqui. Mas ai ela repousa, suspirando como se mais um parto na madrugada fosse finalmente terminando, e calma como um anjo, me olha nos olhos e em instantes me surpreende e volta á soprar e eu tenho de ir, como eu já falei não sei escapar de suas vontades, começa tudo novamente.

Assim é, sou literalmente possuída por ela, meus dedos quase não me obedecem, meus olhos se transformam em expectadores e só veem horizontes, o papel vai sendo germinado, e proliferam gametas desta alucinada cópula no útero manso de mais uma página.
Há momentos em que suspiro, e ela sempre me olha apressada! mas é que este esvaziamento me da uma sensação de vento saindo de dentro e eu tento só apressar seu caminho ao universo dos vapores que sobem aos céus.

- Não é nada querida á tranquilizo, imploro um momento de silêncio apenas, peço para ir lá fora ver as estrelas, mas ela só responde assim:

- Depois.

Eu, me aquieto e entro em mais um rodopio do som da guitarra, sinto mais forte o vento que agora aninha-se em meus cabelos, e entra em cada cacho e vai descendo pela nuca, costas e seios, e num giro rápido toma todo meu corpo e me fazendo subir em êxtase ao centro da sala, meus pés estão no ar e apenas flutuo. O vento da poesia sabe muito bem onde começamos e onde terminamos, ele reconhece cada fragmento de alma ou medo, amor ou renuncia, ele mais que qualquer um conhece o sabor de seus poetas e quando ele decide levar-nos com ele, o melhor a fazer é apenas se entregar.

O tempo então, torna-se apenas um ínfimo detalhe. E o mundo para! Quando finalmente ela me permite pisar o chão, já não estou na sala, mas agora no gramado e está frio. Ouço sons que me lembram onças do mato e um calafrio me passa pela pele que agora arrepiada estremece. Busco a lua, mas escondida entre duas nuvens ela ainda não pode me socorrer e nem ouve meu clamor telepático, no momento há postas demais falando com a lua, posso ouvir seus sussurros.

No azul que dorme na água, leio frases que falam de morte e despedidas, um lobo uivou dentro da mata, o verde da grama agora começa a enraizar meus pés, sinto os fios subirem por entre meus dedos, perna e coxa, eu não posso me soltar e a poesia de pé e há uns dois metros de mim apenas instiga a força do verso.

Minha pele petrificada num misto de prazer e pavor, começa a ser sobreposta e camadas sobre camadas agora, transmuto-me em árvore, sinto algo percorrer-me por dentro, uma seiva quente! que escorre docemente em palavras que ainda não consigo decifrar. Sei que é ela, eu sei que é ela e juro! neste momento seus olhos brilham e ela guarda na face um riso manso.

As camadas me chegam a face e cobrem meus olhos, mais nada vejo, só sinto a brisa da madrugada e o transformar de meus cabelos em folhas e em cada erupção de fruto, desfaço-me um pouco mais. Está frio demais aqui e adormeço. Muito ao longe, uma guitarra ainda chora.

Não sei quantas horas se passaram, não lembro do que aconteceu depois, mas quando acordei, eu dormia nos braços dos lençóis ainda, a manhã já não reverberava silêncios mas agora exibia-se em muitos cantos de pássaros, e eu até acreditei ter sido só um sonho, até que senti entre meus dedos dos pés um fininho e dourado pedaço de raiz, e tirei de meus cabelos uma peninha de canário da terra. Bom dia poesia! penso em silêncio, mas também no meu silêncio sinto ecoar um suspiro de satisfação e percebo tão bem o amadeirado, irresistível e perigoso perfume dela.

Márcia Poesia de Sá - 2014

Entregue a Poesia



Entregue a Poesia

A manhã ainda reverbera silêncios, quando meus olhos se entediam dos sonhos. Vai ver é ela! este ser a quem sou submissa e escrava, que me tira dos lençóis sem qualquer piedade, e fingindo um amor ironicamente eterno me carrega pelos vãos da casa até o ponto de partida.

Fica esperando o tênue instante do voo, senta ao meu lado e só observa este transe. Eu já não reluto, sinto-me entregue e incapaz de nega-la seus desejos e vou com ela até as altas horas e despenco de nuvens e subo até os anéis de saturno. Rodopio os buracos negros de sua inexatidão e afago os rostos nublados das pontes sonolentas.

Algo caiu lá fora, uma folha suicida provavelmente, mas as notas que me tomam a mente e que em cordas se fazem e refazem não me permitem ir ver o que foi, neste instante sou só água de rio, frio e obstinado sigo meu caminho de atalhos, ouvindo ao longe este sax que parece desenhar brilhos na lâmina d'agua de mim. Enquanto as guitarras arranham minhas saudades com toques suaves e a lua sorri.

Ah...esta doce tirana! sábia que é de meu amor, não retrocede um só milímetro de seu intento de me esvaziar, rasga minha pele com garras afiadas, me vê sangrar, e posso ver em seus olhos um prazer absurdo! fica ali estática aproveitando cada segundo de meu liquefeito fenecer em linhas. Depois, costura-me ou me deixa assim escancarada caso o sol venha antes do meu sono, enfim ela sempre faz o que quer de mim.
Há dias em que desconfio que em minhas veias correm outra coisa e não sangue. E que em minha pele interna tem de haver papiros antigos, quem sabe escondido entre as costelas e a coluna vertebral haja um armário, um cofre...não sei.

É, são nessas horas silenciosas que vão saboreando a madrugada favo á favo, e os favos derretem na língua como algodão doce, que a olho no fundo das retinas e percebo mais de perto seus mistérios e difusas intenções . Sua alma é muito intensa e há instantes em que sua luz incendeia tudo por aqui. Mas ai ela repousa, suspirando como se mais um parto na madrugada fosse finalmente terminando, e calma como um anjo, me olha nos olhos e em instantes me surpreende e volta á soprar e eu tenho de ir, como eu já falei não sei escapar de suas vontades, começa tudo novamente.

Assim é, sou literalmente possuída por ela, meus dedos quase não me obedecem, meus olhos se transformam em expectadores e só veem horizontes, o papel vai sendo germinado, e proliferam gametas desta alucinada cópula no útero manso de mais uma página.
Há momentos em que suspiro, e ela sempre me olha apressada! mas é que este esvaziamento me da uma sensação de vento saindo de dentro e eu tento só apressar seu caminho ao universo dos vapores que sobem aos céus.

- Não é nada querida á tranquilizo, imploro um momento de silêncio apenas, peço para ir lá fora ver as estrelas, mas ela só responde assim:

- Depois.

Eu, me aquieto e entro em mais um rodopio do som da guitarra, sinto mais forte o vento que agora aninha-se em meus cabelos, e entra em cada cacho e vai descendo pela nuca, costas e seios, e num giro rápido toma todo meu corpo e me fazendo subir em êxtase ao centro da sala, meus pés estão no ar e apenas flutuo. O vento da poesia sabe muito bem onde começamos e onde terminamos, ele reconhece cada fragmento de alma ou medo, amor ou renuncia, ele mais que qualquer um conhece o sabor de seus poetas e quando ele decide levar-nos com ele, o melhor a fazer é apenas se entregar.

O tempo então, torna-se apenas um ínfimo detalhe. E o mundo para! Quando finalmente ela me permite pisar o chão, já não estou na sala, mas agora no gramado e está frio. Ouço sons que me lembram onças do mato e um calafrio me passa pela pele que agora arrepiada estremece. Busco a lua, mas escondida entre duas nuvens ela ainda não pode me socorrer e nem ouve meu clamor telepático, no momento há postas demais falando com a lua, posso ouvir seus sussurros.

No azul que dorme na água, leio frases que falam de morte e despedidas, um lobo uivou dentro da mata, o verde da grama agora começa a enraizar meus pés, sinto os fios subirem por entre meus dedos, perna e coxa, eu não posso me soltar e a poesia de pé e há uns dois metros de mim apenas instiga a força do verso.

Minha pele petrificada num misto de prazer e pavor, começa a ser sobreposta e camadas sobre camadas agora, transmuto-me em árvore, sinto algo percorrer-me por dentro, uma seiva quente! que escorre docemente em palavras que ainda não consigo decifrar. Sei que é ela, eu sei que é ela e juro! neste momento seus olhos brilham e ela guarda na face um riso manso.

As camadas me chegam a face e cobrem meus olhos, mais nada vejo, só sinto a brisa da madrugada e o transformar de meus cabelos em folhas e em cada erupção de fruto, desfaço-me um pouco mais. Está frio demais aqui e adormeço. Muito ao longe, uma guitarra ainda chora.

Não sei quantas horas se passaram, não lembro do que aconteceu depois, mas quando acordei, eu dormia nos braços dos lençóis ainda, a manhã já não reverberava silêncios mas agora exibia-se em muitos cantos de pássaros, e eu até acreditei ter sido só um sonho, até que senti entre meus dedos dos pés um fininho e dourado pedaço de raiz, e tirei de meus cabelos uma peninha de canário da terra. Bom dia poesia! penso em silêncio, mas também no meu silêncio sinto ecoar um suspiro de satisfação e percebo tão bem o amadeirado, irresistível e perigoso perfume dela.

Márcia Poesia de Sá - 2014

16 de mar de 2014

FIGURAS DE LINGUAGEM

FIGURAS DE LINGUAGEM

FIGURAS DE PALAVRAS

FIGURAS DE PENSAMENTO

FIGURAS DE CONSTRUÇÃO

Comparação (símile) – aproxima dois seres a partir de uma característica que lhes é comum. Pedro joga xadrez como seu pai.

Metáfora – comparação implícita entre dois seres. Ela tem o rosto de porcelana.

Catacrese (abuso) – dar um novo sentido a um termo já existente. Doía-lhe a barriga da perna.

Metonímia (sinédoque) – associação de termos e idéias relacionados que provoca a substituição de um termo por outro. Eu leio Machado de Assis.

Perífrase (antonomásia) – espécie de metonímia, porque implica na substituição de um nome próprio por uma circunstância ou qualidade que a ele se refere. A Cidade-Luz continua bela e majestosa.

Sinestesia – misturam-se, numa mesma expressão, sensações percebidas por diferentes sentidos ao mesmo tempo. “Os olhos, magnetizados, escutam.” (Carlos Drummond de Andrade)

Apóstrofe – interpelação de alguém em meio ao discurso. Ó espíritos errantes sobre a terra! (Castro Alves)

Antítese (contraste) – emprego de palavras que se opõem quanto ao sentido. As sempre-vivas morreram.

Hipérbole – exagero da expressão para reforçar uma idéia. Sabia de cor mil e duzentas orações.

Prosopopéia (personificação) – atribuição de atitudes inanimadas ou humanas a seres inanimados ou irracionais. Exemplo: histórias em quadrinhos.

Ironia – quando se diz algo querendo dizer exatamente o contrário. Ele é o máximo: tirou dois na prova.

Eufemismo – uso de formas mais amenas para dizer algo que choque o interlocutor. Sua tia descansou para sempre.

Amplificação – enumeração das qualidades de um ser de tal modo que elas vão se ampliando e somando. “A vida é o dia de hoje, a vida é ai que mal soa, a vida é sombra que foge, a vida é nuvem que voa.” (João de Deus)

Gradação (clímax) – apresentação de idéias em progressão ascendente ou descendente. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. (Pe. Vieira)

Paradoxo – consiste esta figura, em usar, intencionalmente, o contra-senso.

Valentia covarde

Anáfora – repetição de palavra ou frase no início de versos ou frases. “É preciso casar João, é preciso suportar Antônio, é preciso odiar Melquíades, é preciso substituir nós todos” (Carlos Drummond de Andrade)

Inversão (anástrofe) – alteração da ordem normal dos termos na oração ou das orações no período com o fim de lhes dar destaque. ... imitar era o meio indicado; fingida era a inspiração, e artificial o entusiasmo (Gonçalves Dias) / quando a inversão é violenta, forma-se o hipérbatoimitar indicado o meio era.

Pleonasmo – repetição de uma idéia (com ou sem repetição de palavras) para tornar a expressão enfática. Vi, claramente visto, a raiva sentida. Obs.: pleonasmo vicioso é um vício de linguagem que consiste na redundância de palavras ou expressões: Vi com meus próprios olhos.

Polissíndeto – repetição intencional e enfática da conjunção e. O mar é calmo, e belo, e verde, e deserto.

Assíndeto – omissão da conjunção e ou dos conectivos aditivos. “É o órgão da fé, o órgão da esperança, o órgão do ideal.” (Rui Barbosa)

Elipse (zeugma) – omissão de palavras ou expressões facilmente subentendidas. “O mar é ― largo sereno; O céu ― um manto azulado” (Casimiro de Abreu)

Anacoluto – ocorre quando há interrupção na frase, iniciando-se outra sem conexão sintática com a anterior. Tua língua materna, nunca vi idioma mais complicado.

Onomatopéia – reprodução escrita ou falada de sons e ruídos. Tic-tac!” Batia, com desespero, o relógio da sala de estar.

Redação profissional de textos - Ghost-writer e Copidesque


Redação profissional de textos 

INSPIRATURAS disponibiliza redatores qualificados e de comprovada competência para realizar a redação dos textos que necessitas. 

Esse serviço é recomendado para ti, que necessita redigir textos, mas não disponibilizas de tempo ou, até mesmo, da habilidade para escrever. 

Podemos escrever tua biografia, tua autobiografia (serviço de Ghost-writer), concluir teu texto inacabado, redigir contratos, relatórios, discursos, livros, poemas, contos, crônicas, artigos, publicidade e muito mais. Operamos com textos ficcionais, técnicos, entrevistas, levantamentos bibliográficos e com toda a pesquisa necessária para a perfeita conclusão do texto. 

Nós escrevemos, tu assinas: 

Nossos serviços de Ghost-writer (escritor fantasma) têm a garantia da discrição e da confiabilidade que esperas. Fazemos o levantamento das informações pertinentes e adotamos o teu estilo redacional para que não suscitem quaisquer suspeitas sobre a tua autoria. Nosso contrato de execução dos serviços garantirá a tua propriedade intelectual e o sigilo esperado. 

Não redigimos trabalhos acadêmicos, pois não pretendemos colaborar na formação de profissionais desqualificados nas nossas universidades. Também não escrevemos textos com conotações de violência ou cujo teor configure apologia ou incentivo ao crime. 

Nós podemos melhorar e embelezar o teu texto: 

Oferecemos também o serviço de COPIDESQUE, por meio do qual reescrevemos o teu texto, caso for necessário, para melhorar o estilo, tornar a argumentação mais fundamentada e convincente e, obviamente, assegurar a coesão, a clareza e a concisão que o texto contemporâneo solicita. 

Estamos plenamente comprometidos com o sigilo e a seriedade que esperas das nossas ações. 

Para falares conosco, enviares o teu texto, dizeres o que esperas de nós, bem como, solicitares orçamento, envies e-mail para oficinainspiraturas@gmail.com.

Língua Portuguesa e Redação – aulas particulares


Língua Portuguesa e Redação – aulas particulares

Aulas personalizadas individuais, pela internet, de Língua Portuguesa e Redação.
  • Comunicação por e-mail, o que permite a melhor gestão do seu tempo;
  • Atenção personalizada às suas dúvidas e dificuldades;
  • Acompanhamento e esclarecimento imediato de suas dúvidas;
  • Professora com atuação consolidada no ensino público e privado;
  • Aulas de reforço escolar, em Língua Portuguesa e redação, para estudantes de nível fundamental e de nível médio;
  • Aulas de Língua Portuguesa e redação para concursos públicos;
  • Cada aula corresponde a um tópico de estudo, com teoria e propostas de exercícios;
  • Plano orientado para o ENEM, UFPEL, UCPEL, IFSUL, FURG e outros;
  • Plano de estudos orientado para os concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, INSS e outros.
- Redação para o concurso da CAIXA? Converse conosco!

A professora:
Andréa Iunes é escritora gaúcha, professora de Língua Portuguesa e Literaturas Brasileira e Portuguesa, especialista em produção textual de narrativas curtas, Fundadora da Nova Ordem da Poesia e do projeto Inspiraturas, ambos voltados para o compartilhamento e a troca de experiências literárias de novos escritores. Facilitadora das oficinas presenciais de contos e poesia do projeto Inspiraturas e letrista dos projetos de literatura multimídia “Audiverimus” e “Dhenova”.
 

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13 de mar de 2014

REVISÃO TÉCNICA DO TEXTO – ortográfica e gramatical

REVISÃO TÉCNICA DO TEXTO – ortográfica e gramatical

Garanta que suas ideias sejam bem entendidas!

A equipe INSPIRATURAS realiza a revisão ortográfica e gramatical do seu texto com competência e cuidado. Enquadramos o seu texto nas normas vigentes da Língua Portuguesa e sugerimos, se necessário, a reescritura e a reorganização da elaboração para assegurar a clareza da exposição das ideias.

Revisamos trabalhos acadêmicos, artigos jornalísticos, peças literárias (poemas, contos, romances etc), material publicitário, textos para internet, livros técnicos ou literários, jornais, revistas, contratos etc.

Além da correção ortográfica e gramatical, por meio de um olhar imparcial sobre o seu trabalho textual, oferecemos orientações acerca do estilo e conteúdo, de forma a manter a linguagem utilizada originalmente (a voz do autor) e com recomendações que visem a garantia de maior coesão, coerência e clareza.

Nossos preços:

Revisão técnica – ortográfica e gramatical – R$ 8,00 por lauda

Orientação estilística - R$ 11,00 por lauda

- Uma lauda corresponde a 1250 caracteres do texto;

-A orientação estilística inclui a revisão ortográfica e gramatical.

Durante o processo de revisão, procuramos manter aberto um canal de diálogo com o autor, de forma a agilizar as mudanças pertinentes e resguardar os aspectos pessoais e autorais do texto.

Envie seu texto para INSPIRATURAS e solicite um parecer de nossos revisores, bem como o orçamento no caso da revisão se mostrar recomendável.

 

Contato e envio do texto: oficinainspiraturas@gmail.com

Você e seu texto serão tratados com respeito e seriedade.

12 de mar de 2014

BOCA DO LIXO

BOCA DO LIXO

As meninas nas esquinas
prometem amor em penca 
enquanto a noite despenca
entre estrelas pequeninas

O falso urso sorri em neon
refletido nos olhos pintados
e um triste piano dá o tom
dos tais desejos falsificados

Casais de curta permanência
sobem escadas desconhecidas
de almas presas nas ausências

O sol encontra os cães vadios
entre as paredes enegrecidas
em que fenecem egos e cios...

Marisa Schmidt

3 de mar de 2014

CUIDADO!

CUIDADO!

Talvez não seja o momento
de procurar explicação
e coerência no pensamento
coisa simples de sim ou não
porque o tempo presente
obriga a malabarismo
pra entender o que se sente
e o resto é só eufemismo...

A revolta e a desilusão
espantam as almas novas
virgens da exclusão
dos que tiveram as provas
nos velhos dias de medo
nas salas silenciosas
da morte que muito cedo
calou as vozes ansiosas

A liberdade espreita
com olhos semicerrados
as atitudes suspeitas
que buscam desavisados

Marisa Schmidt

2 de mar de 2014

Versificação


Pintura íntima

Pintura íntima

A alma, feito esponja
recolhe coloridas lágrimas no horizonte:

um pranto verde vem de gritos indígenas na Amazônia
ranger de dentes oferecem o rubro choro das crianças esquecidas
[ na China
alva, a lamúria dos ursos no ártico invade a sala
e recobre meus poros
uma luz azul expõe a tristeza dos peixes contaminados
enquanto na África a cor amarela indica os mortos pela fome
[sem freios

feito esponja, minh'alma sofre com os anjos
espreme meu triste canto

cobre a terra com pegadas repletas de sangue.

Rogério Germani

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia

Oficina de Escrita Literária Online – Poesia INSPIRATURAS - Escrita Criativa - oferece aos interessados na produção de poemas uma oficina q...

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