Oficina de escrita literária Inspiraturas, em Pelotas

Oficina de escrita literária Inspiraturas - o fim da página em branco - A ti, que ainda acreditas na escrita, em especial a Poesia, como ...

18 de set de 2015

Exercício poema livre com "pássaro, pio e maçã"... Oficina Inspiraturas/APCEF Regional Sul :

Exercício poema livre com "pássaro, pio e maçã"... Oficina Inspiraturas/APCEF Regional Sul :

Pássaro moleque

Eu que amo maçã
fico envergonhada
com o pio do pássaro
que vara a madrugada

pois imagino que ele
com seu jeito moleque
ficará mais gordo
e mais alegre...

ah, pássaro doido, voe leve!

Dhenova
17/09/2015

Sopa

Exercício poema livre com gato, palavras e noite... Oficina Inspiraturas/APCEF Regional Sul :

Sopa

Preparei prato fundo
sopa de gengibre
com palavras
tomei três colheradas
o resto dei ao gato

mas ocorre de fato
é que na noite enluarada
vê a lua pendurada
num gancho atado ao mundo

e meu gato vagabundo
não passa debaixo de escada
não passa por apuros
não passa pela encruzilhada
de olhos abertos no escuro

e irrompe a madrugada
escreve versos a unhadas
na lua que espia sobre o muro.

Wasil Sacharuk

1 de set de 2015

Escorpião - versos autobiográficos




Wasil Sacharuk

"Talvez tenha sido por volta 2008 a primeira vez que o li, aliás, o vi comentando algum poeta numa comunidade de Orkut chamada Bar do Escritor.

Lembro que olhei atentamente para aquele avatar de cabelos longos, olhar severo e o conjunto me levou a um desses guerrilheiros que se perderam nas selvas da América do Sul à década de 70, afinal sempre fora desconfiados com os cabeludos apesar de ter sido um nos tempos do Led Zeppelin.

Olhei novamente para a pequena foto que carregava abaixo o nome de Wasil Sacharuk. e me pareceu evidente que ali o intelecto de um revolucionário se mantinha oculto sob a vastidão dos cabelos castanhos.

Porém Wasil não era um revolucionário das armas assim como os uruguaios do Tupamaros. Não, na guerrilha de Sacharuk não se deflagravam tiros e nem se era picado por cobras ou saciado da sede por riachos que riscavam as florestas, pois os projéteis da revolução de Wasil nada mais são que as linhas da poesia.

Recordo ainda que nos primeiros textos ali postados pude perceber-lhe o traço e a verve do inspirado, uma escrita pujante e contundente grafando prosas e poesias por vezes no esmero do sotaque sulista do seu Rio Grande do Sul.
Sim, não seria menos verdadeiro confessar que em algumas oportunidades procurei na internet a tradução paras alguns termos gauchescos para poder compreender e a assimilar a grandeza das suas construções.

Lembro também que Wasil foi o primeiro artista a quem me interessou o trabalho com a produção de vídeo-poema. Recordo também que o primeiro seu que vi foi (É a verve) e o seu trabalho me deixou maluco tal o esmero que fora produzido, pois além das filmagens e edições ficava por sua conta a declamação, efeitos sonoros e a trilha musical. E fiquei tão impressionado que pedi para ele que fizesse um vídeo para um poema meu, diga-se, generosamente ele o fez e me presenteou, e é algo que até hoje me encanta e honra tal a perfeição do aspecto visual, narrativo e a trilha sonora composta por ele.

Enfim, não há como falar de Wasil Sacharuk sem traduzi-lo em arte, afinal ele é uma das prazerosas manifestações dela.

Pois, imenso é meu orgulho ao ser companheiro de letras deste magnífico poeta e prosador.

Parabéns Wasil Sacharuk!"

Veio china

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