25 de out de 2015

Palavrinventada®



Palavrinventada®


INSPIRATURAS - "palavrinventada"®

Oficina para o desenvolvimento de uma escrita despojada e criativa, a partir do uso de inovações lexicais. (por Dhenova, Leh Lopes e Wasil Sacharuk).

De uma palavra inventada, absurdamente possível, escreva um poema ou narrativa curta. O desafio é produzir um texto original.


Não esqueça de deixar uma palavra inventada para o próximo escritor.


21 de out de 2015

e-book "Uma Outra Gnose", de Wasil Sacharuk

Muitos não acreditam quando ele diz que entrou em contato com poesia, em 2003, através de um livro de Bruna Lombardi. Mas é verdade, Sacharuk não era poeta... mas já era escritor. E dos bons.

As primeiras leituras que fiz da escrita de Sacharuk foram os artigos (muitos publicados em jornais locais) e me apaixonei pela forma incisiva e coerente, além de extremamente clara, da sua expressão. Lembro de uma brincadeira que estimulava a nossa escrita, na época só de narrativas curtas, eu deixava ‘uma imagem’ (pequeno trecho escrito) e ele escrevia um conto... foram poucos os contos, mas a marca ‘Sacharuk’ foi intensa e o conteúdo trabalhado muito inteligente.

Foi a internet, todavia, o meio que serviu de estímulo para o surgimento do poeta Wasil Sacharuk, a interação com vários poetas virtuais e as comunidades de poesia do Orkut foram bases para a nem tão extensa mas rica obra deste escritor nato.

A criação da NOP – NOVA ORDEM DA POESIA consistiu para os poetas que, como eu, tinham o ‘caderninho’ guardado numa gaveta pegando poeira numa oportunidade única de compartilhar versos.

‘E a poesia, então, ressurgiu pela internet’... e agora sai em versos escritos neste livro.

Dhenova

e-book “Uma Outra Gnose”, de Wasil Sacharuk
69 páginas
R$ 6,66
receba diretamente em seu e-mail

18 de out de 2015

Sobre a forma e o conteúdo

Sobre a forma e o conteúdo

A produção de um texto é bidimensional. Há que se estar atento à forma e ao conteúdo. Enquanto proposta oficinal, a escrita criativa não busca mais do que o desenvolvimento de uma escrita personalizada e eficiente, de forma a abranger as duas dimensões.

A redação deve ser um exercício constante e gradual em busca de uma autonomia. E a principal competência necessária ao escritor é habilidade de leitura oriundo do desenvolvimento da avaliação crítica dos textos.

Cada obra que o escriba pretende concluir deve contemplar um leque amplo de possibilidades. É necessário trabalhar O QUE se pretende dizer e também COMO dizer. O tratamento de um texto deve estar ancorado em alguma metodologia que permita ao leitor empreender uma relação eficaz com o texto escrito. Esse é um bom desafio que demanda a tomada de decisões.

Wasil Sacharuk

9 de out de 2015

Oficina INSPIRATURAS/APCEF Regional Sul- "Inflação"- desafio de poesia livre



Oficina INSPIRATURAS/APCEF Regional Sul- "Inflação"- desafio de poesia livre

"Se ocorresse um vendaval de moedas
faria um colar em forma de terço"
(Lu Leal)

Inflação

Moedas quedam vendaval
de euros, francos
dólares, yens
muito mais
e além

se eu contar
até aborreço

nada mal
do dinheiro fiz um colar
de metal verdadeiro
em forma de terço
e do $Real
eu só fiz um chaveiro.

Wasil Sacharuk

Oficina INSPIRATURAS/APCEF Regional Sul - "MEU EU OCULTO" aquecimento de acróstico:



Oficina INSPIRATURAS/APCEF REGIONAL SUL - aquecimento de acróstico:


MEU EU OCULTO - acróstico

Máscaras de mim
Ergui, por fim
Uma a uma

Escondi sobre as vigas
Úmidas contendas

O que sou ninguém liga
Coisa que cala a mim mesmo
Um verso solto, a esmo
Libertador das distâncias
Terra fértil das ânsias
Onde plantei meus rebentos.

Wasil Sacharuk

A Tipologia de Friedman - Narrador câmera

drone_camera-gopro  A Tipologia de Friedman - Narrador câmera

Câmera (The camera)
 
A última categoria de Friedman significa o máximo em matéria de "exclusão do autor". Esta categoria serve àquelas narrativas que tentam transmitir flashes da realidade como se apanhados por uma câmera, arbitrária e mecanicamente. No exemplo de Friedman, de Goodbye to Berlin, romance-reportagem de Isherwood (1945), o próprio narrador, desde o início, se define como tal: "Eu sou uma câmera".
O nome dessa categoria me parece um tanto impróprio. A câmara não é neutra. No cinema não há um registro sem controle, mas, pelo contrário, existe alguém por trás dela que seleciona e combina, pela montagem, as imagens a mostrar. E, também, através da câmera cinematográfica, podemos ter um ponto de vista onisciente, dominando tudo, ou o ponto de vista centrado numa ou várias personagens. O que pode acontecer é que se queira dar a impressão de neutralidade. Cristopher Isherwood, que é um repórter, descreve no livro citado por Friedman, com minúcia e exatidão, as suas experiências de Berlim, mas são as suas impressões da cidade. A exatidão não apaga, embora possa disfarçar, a subjetividade.
O noveau roman francês também se adequaria a esse estilo de narração tão afim ao cinema, não pela neutralidade, mas pelos cortes bruscos e pela montagem.
  
LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo (ou A polêmica em torno da ilusão). São Paulo: ática, 1985. Série Princípios. (p. 25-70)

Read more: http://www.inspiraturas.com/2011/10/subsidios-teoricos-do-conto-tipologia.html#ixzz3o584yp00

 

Metal

Luzes vermelhas, azuis, amarelas... de mercúrio e neon.
O asfalto e a dança dos faróis.
No céu, lua cheia, noite cristalina.
A mulher anda pela direita, passadas largas, rápidas.
O homem, á esquerda, pouco atrás, ritmo equivalente.
Empunha, o homem, objeto pontiagudo, metal brilhante.
A mulher veste casaco - um grande - gorro de pele, luvas.
Os passos apressados cessam junto à parede do casarão. Manchas vermelhas.
O homem sobre o meio-fio. A mão entreaberta ainda segura o metal.
A mulher abotoa o casado, livra-se das luvas e segue.

Wasil Sacharuk

(www.wasilsacharuk.com)

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